sexta-feira, 30 de setembro de 2011

UERR lança edital do vestibular 2012


A Uerr (Universidade Estadual de Roraima) abriu dia 29, o período de inscrições para o Vestibular 2012.1. Ao todo estão sendo oferecidas 1.030 vagas distribuídas entre 14 cursos em nove localidades. As inscrições vão até o dia 24 de outubro e as provas serão aplicadas no dia 20 de novembro.

Neste vestibular, a Uerr oferta cursos em Boa Vista (Administração, Ciências Biológicas, Direito, Enfermagem, Física, Geografia, História, Letras com Habilitação em Língua Inglesa, Matemática, Química e Serviço Social), Alto Alegre (Ciências Contábeis), Caracaraí (Ciências Contábeis, Ciência da Computação e História), Pacaraima (Ciência da Computação), Rorainópolis (Agronomia, Ciências Contábeis, Ciências Biológicas, Matemática e Química), São João da Baliza (Letras com habilitação em Língua Espanhola), Bonfim (Letras com habilitação em Língua Inglesa), Normandia (Agronomia) e Nova Colina (Administração).
 
Em Roranópolis serão ofertadas 40 vagas para o curso de Agronomia que será no período integral.
As inscrições podem ser efetuadas no site da universidade: uerr.edu.br. A taxa é de R$ 60,00. A Apresidente da CPC (Comissão Permanente de Concursos), Sônia Brandão informou que a Uerr vai disponibilizar Laboratório de Informática do Campus de Boa Vista aos interessados em efetuar a inscrição, mas que não têm acesso a internet.

São destinadas 43 vagas do total de vagas para os cursos ofertados em Boa Vista a pessoas com deficiência, no percentual de 10% das vagas dos cursos. “A iniciativa faz parte da política de inclusão social defendida pela instituição”, disse a presidente da CPC.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Calcário para atender aos agricultores familiares começa a chegar a Roraima




O governo do Estado inicia o preparo da safra 2012. A partir da próxima sexta-feira (30), começam a chegar no Porto de Caracarai as primeiras seis mil toneladas de calcário de um total de 30 mil toneladas que a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA),  adquiriu para atender a cerca de dez mil famílias de agricultores familiares.
O calcário em pedra que chega a Caracarai de balsa será moído e distribuído para as Casas do Produtor Rural (CPRs), que vão fazer a seleção dos agricultores e a consequente distribuição do insumo.

O Diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da SEAPA, engenheiro agrônomo, Erwin Morais, explicou que serão priorizados os produtores que já tem áreas destocadas ou preparadas.

“A ideia é agilizarmos o plantio seja de milho, soja, arroz e principalmente os hortifrutigranjeiros que são produzidos pela agricultura familiar. Temos que aumentar a nossa área produzida e o calcário será fundamental neste processo”, explicou.

Até o fim de dezembro todas as 30 mil toneladas deverão ser entregues aos produtores rurais de todos os municípios de Roraima. O calcário será inteiramente subsidiado pelo governo do Estado. 

O secretário de Agricultura, Rodolfo Pereira, explicou que todo o processo foi planejado com o pensamento voltado para a safra de 2012. A meta é se antecipar para que os produtores possam preparar a terra com antecedência antes do inicio do próximo inverno.

“O calcário é o principal insumo para o preparo do solo em Roraima. A aquisição destas trinta mil toneladas está dentro de um cronograma planejado pelo governo do Estado para preparar a maior quantidade de área a ser cultivada e consequentemente aumentar o plantio de grãos no Estado”, destacou.

O secretário lembrou ainda que a agricultura em larga escala também será beneficiada com os incentivos da Lei Estadual nº 215 que subsidia 50% do valor da tonelada do calcário para os grandes produtores de grãos.

“Em outra aquisição vamos beneficiar os produtores que são beneficiados pela Lei 215. Eles terão o incentivo necessário para aumentar as áreas produzidas, haja vista que o calcário é o principal insumo para agilizar o plantio”, concluiu Rodolfo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Deputado federal suspeita de biopirataria em Roraima

O deputado federal Edio Lopes (PMDB/RR) participou ontem (26/09) da gravação do programa “Palavra Aberta” da TV Câmara, onde apresentou argumentos de que Roraima estaria sendo alvo de biopirataria, e que isto teria como objetivo inviabilizar o desenvolvimento da fruticultura local. O parlamentar lembrou do caso da vassoura-de-bruxa na Bahia, que devastou o sul daquele estado no início dos anos 90, e após investigações da Polícia Federal comprovou-se os indícios de disseminação proposital.
 
Segundo Edio Lopes, pelas peculiaridades climáticas e também pela riqueza do solo, Roraima demonstrou um grande potencial no setor de fruticultura e citrus. Já havia uma tecnologia de produção em desenvolvimento. A agricultura neste setor vinha se organizando e criando um cenário com grandes expectativas de crescimento. Mas de forma inusitada, em um espaço de 18 meses, vários fatores externos contribuíram para a crise neste setor.

O primeiro caso foi o “ácaro vermelho” na produção de banana, no sul do estado, que impediu a exportação desta fruta para outros estados, principalmente ao Amazonas. Logo em seguida surgiu a “mosca da carambola”, que prejudicou a colheita de vários produtos. E recentemente o mais grave, a existência comprovada da “cochonilha rosada”. Este inseto que é oriundo da Índia, é considerado a pior das pragas, pois se espalha em praticamente todos os frutos.

“É por este motivo que levantamos esta suspeita de biopirataria, visto que os fatores externos citados são totalmente fora do contexto regional agrícola, e a existência destes insetos e fungos que surgiram num curto espaço de tempo vão de encontro ao já reconhecido potencial do setor de fruticultura na região. Por isso que lembramos do caso da vassoura-de-bruxa na Bahia, porque hoje há esta certeza de que houve uma ação proposital para prejudicar os produtores de cacau naquele estado”, ressaltou Edio Lopes.

Sobre a vassoura-de-bruxa na Bahia, o deputado apresentou dados que reforçam toda esta preocupação com o que está acontecendo em Roraima. No ano de 2006, a Polícia Federal abriu uma investigação sobre a denúncia de que o cacau na Bahia foi alvo de sabotagem.

Segundo reportagem da Revista Veja daquele ano, o técnico em administração Luiz Henrique Franco Timóteo em depoimento a Polícia Federal confirmou ter sido um dos responsáveis pela disseminação proposital da praga conhecida como vassoura-de-bruxa no final dos anos 80, onde o Brasil era o segundo maior produtor do mundo de cacau. 

Conforme consta no inquérito 2-169/2006-DPF, Franco Timóteo confirmou que agiu em conjunto com cinco funcionários da Ceplac, o órgão do Ministério da Agricultura responsável pelo cacau. Eles decidiram sabotar as plantações do sul da Bahia para acabar com o poder político e econômico dos barões do cacau. Os ramos infectados eram colhidos em Rondônia, onde a praga é endêmica e levados para Bahia, onde a doença espalhou-se de forma incontrolável e dizimou as plantações baianas.

Especialistas como o então chefe do Departamento de Genética da Universidade Estadual de Campinas, Gonçalo Guimarães Pereira e da bióloga Maricília Arruda, da Universidade de Brasília não discordaram do argumento de que havia indícios dos fungos encontrado terem sua origem da Amazônia, o que reforçava esta tese de sabotagem nas lavouras baianas.

Em 2010, a Polícia Federal emitiu um relatório final sobre o caso, subscrito pela delegada Denise Dias de Oliveira Cavalcante, e que concluiu que a introdução e a disseminação da praga foi um ato humano deliberado, ou seja, foi crime.

O parlamentar roraimense reforçou que foi levando em conta todo este contexto, que a bancada do estado se mobilizou e solicitou a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) uma investigação sobre esta suspeita de biopirataria em Roraima.

Frente da Silvicultura lança agenda com prioridades do setor

A Frente Parlamentar da Silvicultura e Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) lançaram na quarta-feira (21 - Dia Mundial da Árvore) a Agenda Legislativa da Silvicultura.
Segundo o coordenador da frente, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), a agenda reúne os principais pleitos do setor de silvicultura para o Congresso Nacional e os ministérios. Na opinião do deputado, o principal destaque, entre as reivindicações, é a votação ainda este ano do novo Código Florestal, atualmente em tramitação no Senado.
Além do código, também aparecem no documento: atividade de florestas plantadas, licenciamento ambiental, incentivos ambientais, compensação ambiental, unidades de conservação e outros temas como legislação trabalhista, direito de propriedade, mudanças climáticas, desenvolvimento da biotecnologia e restrições à aquisição de terras por estrangeiros.
A frente da Silvicultura conta com 242 integrantes: 206 deputados e 36 senadores.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
(61) 3216-1851
boletim.agencia@camara.gov.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Agricultores estão otimistas com aumento da safra de soja em RR

A produção de soja de Roraima ainda é pequena se comparada aos grandes exportadores do país, mas o trabalho de pesquisa realizado pela Embrapa vem fomentando a produção.
As pesquisas no campo experimental começaram em 1981, quando eram colhidos 1500 quilos de soja por hectare. Hoje, com toda pesquisa desenvolvida, já são colhidos 4500 quilos por hectare. A colheita prevista para 2011 é de 35 mil toneladas em 7 mil hectares plantados.
O solo arenoso é compensado por um bom índice de chuvas e a alta luminosidade, equiparando a produtividade à média nacional.
Em plena colheita dos 1400 hectares plantados, o agricultor Afrânio Vebber acredita que a pesquisa feita antes do plantio deve ajudar na produção de até 65 sacas de soja por hectare.
A soja no estado é plantada em maio e colhida no fim de agosto, meados de setembro. O período é justamente o de entressafra no restante do país, portanto a colheita em Roraima, que fica no Hemisfério Norte, acompanha o mercado americano, uma garantia de lucro mais certa para os produtores locais.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Novo Código Florestal é aprovado na CCJ


 Depois de quatro horas de debates, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (21) o projeto de reforma do Código Florestal (PLC 30/11). Foi acolhido o texto do relator, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), que fez pequenas correções de inconstitucionalidades, deixando novos ajustes e o exame das 96 emendas apresentadas pelos senadores para as demais comissões que analisarão a matéria.


Ao defender seu voto, Luiz Henrique reafirmou compromisso de analisar as emendas em novo relatório que apresentará nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), onde também é relator da proposta. Ele anunciou ainda disposição de construir um voto em conjunto com o relator do texto na Comissão de Meio Ambiente (CMA), senador Jorge Viana (PT-AC).


Na discussão do projeto, diversos senadores elogiaram as alterações feitas por Luiz Henrique, mas apontaram aspectos que seriam contrários à Constituição e permanecem no texto. Visando alterar esses aspectos, foram apresentados dez destaques para votação em separado de emendas que corrigem as inconstitucionalidades.


No entanto, o exame dos destaques foi rejeitado por 14 a 8, o que permitiu a aprovação do relatório de Luiz Henrique, com o entendimento de que a correção de inconstitucionalidades poderá ser feita nas outras comissões ou mesmo com o reenvio do texto à CCJ, caso haja necessidade.


Antes da votação, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou voto em separado pela rejeição do projeto, que não chegou a ser votado, face à aprovação do texto do relator.


Próximos passos


O projeto segue agora para a CCT, onde poderá ser alterado no mérito. Uma das mudanças deve ser a inclusão de regras para remunerar agricultores que mantiverem florestas em suas propriedades, como pagamento por serviço ambiental. A proposta é defendida pelo presidente da CCT, Eduardo Braga (PMDB-AM), e consta de emendas apresentadas ao projeto.


O texto também deverá ser alterado na forma, para separar disposições transitórias, como a regularização do passivo ambiental, das disposições permanentes. Essa separação foi sugerida pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, e deverá ser acolhida por Luiz Henrique e Jorge Viana. O ministro participou de audiência pública realizada no último dia 13, quando os senadores discutiram o projeto de reforma do Código Florestal com juristas e representantes do Ministério Público.


Preservação permanente


No texto aprovado na CCJ, o relator modificou o artigo 8º, oriundo da polêmica Emenda 164, aprovada ao final da votação da matéria na Câmara. O texto dispõe sobre as condições para supressão de vegetação em áreas de preservação permanente (APPs), como margem de rios e topos de morros.


O relator manteve regra que limita a intervenção nessas áreas protegidas a hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental, incluindo ainda o detalhamento sobre cada uma delas. Luiz Henrique também alterou a redação do caput do artigo para explicitar que a autorização para atividades agrossilvopastoris, de ecoturismo e turismo rural em APP será conferida exclusivamente para atividades consolidadas até julho de 2008.


Essa data é questionada por diversos senadores, que apresentaram emenda propondo sua modificação. Na discussão da matéria, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apontou contradição entre o texto do artigo 8º e dos artigos 10, 12 e 35, que também dispõem sobre área consolidada.


Na versão inicial do relatório, Luiz Henrique abria a estados e ao Distrito Federal a possibilidade de dividir com a União poder para definir outras condições de intervenção em APP, além das previstas na lei. Ele, no entanto, retirou esse dispositivo, dizendo ter chegado à decisão após entendimento com o governo federal.


Luiz Henrique também modificou diversos trechos de artigos que estabeleciam a necessidade de futuro regulamento. Com as modificações, o relator determina que questões em aberto sejam sanadas em "ato do chefe do Poder Executivo".


Mérito


Apesar de a análise na CCJ ser restrita a aspectos de juridicidade e constitucionalidade, muitos senadores fizeram considerações sobre aspectos de mérito, deixando explícitas as diferenças de opiniões. Enquanto Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, propõe modificar o texto para ampliar a proteção de APPs, Kátia Abreu (DEM-TO) afirma que a implementação das sugestões de Lindbergh obrigaria a retirada dos moradores da Rocinha, no Rio de Janeiro. A necessidade de proteção das APPs também foi defendida por Marcelo Crivella (PRB-RJ).


Outro aspecto discutido foi a necessidade de melhor utilização da terra pela pecuária, como forma de liberar área para a expansão do agronegócio. A baixa produtividade da pecuária brasileira foi apontada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Em contrapartida, Blairo Maggi (PR-MT) lembrou que boa parte da agropecuária no Brasil requer a correção e melhoria do solo, aumentando os custos da produção brasileira.





Iara Guimarães Altafin
Agência Senado

Comissão amplia descontos em tarifas de energia para agricultura irrigada


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou, na quarta-feira (14), proposta que amplia descontos nas tarifas de energia elétrica para as atividades de agricultura irrigada e aquicultura (criação de peixes, moluscos, crustáceos, rãs e algas).


Hoje, esses descontos valem para todos os dias entre 21h30 e 6h. Pela proposta, os descontos valerão também para os feriados e fins de semana, a partir de 12h de sábado. A medida está prevista no Projeto de Lei 7063/10, do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE).


A proposta original previa a concessão do desconto em todos os períodos diurnos, entre 6h e 18h, dos sábados, domingos e feriados. O texto aprovado pela Comissão de Agricultura foi um substitutivo ao projeto original. Segundo o relator, deputado Vitor Penido (DEM-MG), o fim da concessão do desconto na manhã de sábado deverá facilitar a aprovação do texto na Câmara. “São horas de elevada demanda industrial”, explicou.


Redução de custos


Penido argumentou que a medida deverá garantir incentivos para o aumento da produção dessas atividades rurais. “Além da evidente redução nos custos de produção, as proposições contribuem para a elevação dos índices de produtividade”, justificou.


O presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores, Abraão Lincoln, destacou a importância da redução das tarifas de energia elétrica para os aquicultores. "Isso dá muito mais condição ao pequeno aquicultor de ter condições de competir com o peixe que está vindo importado e que, lamentavelmente, entra no Brasil sem nenhuma taxação”, explicou.


O analista de mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras Marco Morato também é favorável à medida. Segundo ele, a aprovação do projeto deverá gerar aumento da produtividade da agropecuária do País e, consequentemente, redução dos preços aos consumidores.


Tramitação


A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada ainda pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação (inclusive no mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.





Fonte: Agência Câmara de Notícias
(61) 3216-1851
boletim.agencia@camara.gov.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

FSCar promove a 3ª Jornada de Engenharia Ambiental na Universidade Livro discute biodiversidade, uso da terra, água e aquecimento global

Você sabe o que é sustentabilidade? Qual a relação de um besouro com o aumento da produção de carne? Vale a pena investir em um negócio sustentável? Apesar de serem temas recorrentes na mídia, questões como essas vêm preocupando a população nos últimos anos. No entanto, esses assuntos ainda são tratados como algo longe do cotidiano das pessoas e fora da realidade econômica da maioria.
O livro, baseado em muitas pesquisas e estudos de casos, aborda temas como desmatamento, aumento da temperatura da Terra, tratamento de água, o tripé da sustentabilidade e energias limpas. Além disso, a obra se propõe, de uma maneira simples, a desmitificar essas questões mostrando o que se tem feito ao redor do mundo em termos de preservação ambiental.
Sobre os autores:
Rafael Morais Chiaravalloti é biólogo e começou trabalhando com mamíferos no pantanal. Cursou mestrado em desenvolvimento sustentável na Escola Superior de Conservação e Sustentabilidade. Trabalhou como parceiro e fez estágio em instituições nacionais como Vivo e Natura, e internacionais, como Volans e Sustainability, tem publicado textos jornalísticos, tentando tornar o conhecimento científico mais acessível.
Claudio Valladares Pádua é administrador de empresas e biólogo. Possui mestrado e doutorado em ecologia pela universidade da Flórida em Gainesville, EUA. É professor aposentado da universidade de Brasília, reitor da Escola Superior de Conservação e Sustentabilidade, vice-presidente do Ipê – Instituto de Pesquisas Ecológicas, pesquisador da Columbia University, conselheiro do WWF Brasil, diretor internacional de conservação do Wildlife Trust Alliance (Nova York) e sócio-diretor da Biofílica SA.

Kelly Andrade
Assessora de Imprensa
(11) 3868-2863
imprensa@matrixeditora.com.br

Cacaueiro Nativo e o sistema agroflorestais na região Amazônia

 O cacaueiro da Amazônia (Theobroma cacao L.) faz parte da família Sterculiaceae. Está espécie arbórea quando adulta apresenta em media dez metros de altura, com folhas 30 cm de comprimento por 15 cm de largura, coriáceas e de coloração verde-clara em ambas as faces. Apresenta caulifloria, onde diferentemente das folhas as flores, são extremamente pequenas, de coloração avermelhadas e inodoras. A parte comercial, os frutos, pode medir até 25 cm, quando maduras, apresentam tonalidade esverdeada, amarela ou roxa. Em um fruto pode ser produzido aproximadamente 40 sementes, estas sempre envolvidas por uma polpa viscosa e esbranquiçada. Um indivíduo de cacau, em condições ótimas de desenvolvimento, pode ultrapassar 100 anos de vida, onde no terceiro ano de vida inicia sua frutificação, entretanto atinge seu pico máximo de produção com oito anos em medias, mantendo o mesmo por cerca de 30 anos.
O cacaueiro é apontado como uma das primeiras espécies florestais no Brasil a adquirir elevado valor de mercado. Seguindo o histórico do ciclo econômico no qual os produtivos extrativos estão submetidos, o cacaueiro nativo da Amazônia foi domesticado para produção em cultivos e levado para a região sul da Bahia, zona de escape do fungo causador da vassoura-de-bruxa, Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer, sobretudo na região de Ilhéus, na qual ganhou grande notoriedade e porção do mercado.
Os plantios comerciais na Região Amazônica, diante da demanda, ainda são incipientes. Mesmo sendo uma espécie nativa da Amazônia a sua produção é baixa se não for tratada como uma espécie agrícola que demanda manejo deste o plantio a colheita dos frutos. Assim, tendo em vista que a Amazônia é pouco competitiva em relação a outras regiões do país e do mundo quando se trata da exploração de recursos florestais domesticáveis, como o cacaueiro nativo, faz-se necessário modificar algumas ideias lançadas por estudiosos, como exemplos que a Amazônia sempre perderá suas riquezas para outras regiões do país e do mundo, ou que suas riquezas serão sempre exploradas por pessoas de outras regiões.
Diante disso, o crescimento da produção do Cacaueiro nativo em sistemas agroflorestais (SAFs), além de ser eficiente no aumento da produção de frutos, vem a atender os requisitos do “Marketing Verde” (uma ferramenta estratégica para atrair consumidores preocupados com a temática dos produtos ambientalmente corretos) diante de uma sociedade mundial que vem se tornando cada dia mais preocupada com o meio ambiente.
Acontece que os cultivos de cacau, após anos seguidos de plantios e replantios sucessivos deixaram o cacau sem “sustância”, como dizem muitos produtores. Uma alternativa para evitar a perca da qualidade do sabor das sementes na Amazônia é sistemas sustentáveis de uso da terra que combinam, de maneira simultânea ou em sequência, a produção de cultivos agrícolas com plantações de árvores frutíferas ou florestais e/ou animais, utilizando a mesma unidade de terra e aplicando técnicas de manejo que são compatíveis com as práticas culturais da população local, o SAFs.
A sustentabilidade é uma das principais características presente aos sistemas agroflorestais o qual pode ser utilizado e atenderá as necessidades produtivas do cacaueiro nativo. Ainda, a implantação desse sistema, para boa parte da região amazônica, pode atender ao mesmo tempo três funções:
- Social, pois viabiliza a fixação do homem no campo, pelo aumento da mão de obra ao aumento ao longo de dono ano, isto proporcionado pela não sazonalidade do sistema;
- Ecológica, promovida pelas práticas conservacionistas e manutenção da diversidade local, incluindo ainda, algumas outras espécies vegetais e ou animais;
- Econômica, pela produtividade do sistema ao longo de todo anos ano.
Kamilla Andrade de Oliveira
Eng. Florestal e Mestranda em Ciências Florestais
Lamartine Soares B. de Oliveira
Eng. Agrônomo, Mestre e Doutorando em Ciências Florestais

soareslt@hotmail.com

sábado, 17 de setembro de 2011

Evento na Embrapa Milho e Sorgo discutirá produção de etanol a partir do sorgo sacarino

 A Embrapa Milho e Sorgo, localizada em Sete Lagoas-MG, realizará nos próximos dias 20 e 21 de setembro, terça e quarta-feira da próxima semana, o seminário temático "Sorgo Sacarino". O objetivo é discutir a crescente recomendação do sorgo sacarino como cultivo alternativo à cana-de-açúcar na entressafra dessa cultura, tornando-se opção viável para a produção de etanol no país.
Nesse contexto, serão apresentadas palestras, partindo de três núcleos temáticos principais: 1) Inserção do sorgo sacarino em áreas de cana-de-açúcar no Brasil, panorama geral do sorgo sacarino e melhoramento genético da espécie; 2) Sistemas de produção de sorgo sacarino; e 3) Cultivares de sorgo sacarino. Também serão propostos temas para as discussões de grupos de trabalho, que, ao final do seminário, apresentarão conclusões e perspectivas para o cultivo do sorgo sacarino.
Etanol de sorgo sacarino é opção na entressafra da cana
Com a eliminação dos incentivos governamentais à produção de álcool na década de 1980, o programa de melhoramento de sorgo sacarino da Embrapa também foi descontinuado, sendo retomado com o Plano Nacional de Agroenergia (PNA 2006/2011). Em seu acervo, para a tecnologia de produção de etanol de segunda geração, a Embrapa Milho e Sorgo desenvolveu cultivares de sorgo com alta produtividade de biomassa, com potencial de produzirem, em média, 50 toneladas por hectare de matéria seca por ciclo (período de cinco a oito meses). Exemplos são os materiais BR 505, BRS 506, BRS 601 (que ainda permanece no mercado) e BRS 602
Em 2012, a Embrapa lançará três novas cultivares de sorgo sacarino. A demanda pelos materiais tem crescido paralelamente à demanda mundial por combustíveis renováveis. O sorgo sacarino é uma opção promissora como matéria-prima para o etanol durante a entressafra de cana-de-açúcar. Quando as destilarias de cana tradicionalmente ficam paradas, o sorgo sacarino é capaz de abastecê-las, evitando a grande queda na produção de etanol, principalmente nos meses de março e abril.
Veja a programação completa do evento em www.cnpms.embrapa.br/folder_sorgo_sacarino.pdf.

Guilherme Viana
Embrapa Milho e Sorgo
(31) 3027-1272
gfviana@cnpms.embrapa.br










quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa é aprovado no Brasil

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quinta-feira (15) a liberação para cultivo comercial do feijão geneticamente modificado (GM) resistente ao vírus do mosaico dourado, pior inimigo da cultura no Brasil e na América do Sul.
Desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o feijão é a primeira planta transgênica aprovada comercialmente totalmente produzida por instituições públicas de pesquisa. Foram quase 10 anos de pesquisa em parceria entre a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia – Cenargen e Embrapa Arroz e Feijão.
“Nos testes de campo realizados, mesmo com muita presença da mosca branca, inseto que transmite o vírus do mosaico, a planta transgênica não foi infectada pela doença”, afirma Francisco Aragão, pesquisador do Cenargen e um dos responsáveis pelo projeto.
Importância social, ambiental e econômica
O feijão é uma cultura de extrema relevância social, especialmente na América Latina e na África, sendo a leguminosa mais importante na alimentação de mais de 500 milhões de pessoas. No Brasil, é a principal fonte vegetal de proteínas e de ferro e, associado ao arroz, resulta em uma mistura ainda mais nutritiva.
A produção mundial de feijão é de mais de 12 milhões de toneladas. O Brasil ocupa o segundo lugar nesse ranking e a planta é produzida principalmente por pequenos agricultores, com cerca de 80% da produção e da área cultivada em propriedades com menos de 100 hectares. Uma vez que o vírus do mosaico dourado atinge a plantação ainda na fase inicial, pode causar perdas de até 100% na produção. Segundo estimativas da Embrapa Arroz e Feijão, os danos causados pela doença seriam suficientes para alimentar até 10 milhões de pessoas.
O feijão transgênico apresentou vantagens econômicas e ambientais, a exemplo da diminuição das perdas, a garantia das colheitas e a redução da aplicação de defensivos. Com a aprovação, as sementes transgênicas serão multiplicadas e devem chegar ao mercado em dois ou três anos.
“Todas as análises de segurança foram realizadas e o feijão geneticamente modificado é tão ou mais seguro que as variedades convencionais, tanto para o consumo humano quanto para o meio ambiente”, ressalta Aragão.
Nova tecnologia
Os pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Francisco Aragão, e da Embrapa Arroz e Feijão, Josias Faria, utilizaram quatro estratégias de transformação genética.
Em linhas gerais, eles modificaram geneticamente a planta para que ela produzisse pequenos fragmentos de RNA responsáveis pela ativação de seu mecanismo de defesa contra o vírus do mosaico dourado, devastador à lavoura. "Mimetizamos o sistema natural", diz Francisco Aragão.
Além disso, os fragmentos de RNA podem causar resistência a várias estirpes do mesmo vírus.

Carlos Lima
Assessoria de Comunicação
carlos.lima@perspectivabrasil.com.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Conab realiza leilões de trigo, milho, sisal, arroz e café


A Conab, vinculada ao Mapa, realiza nesta semana leilões para a comercialização de mais de 263 mil toneladas de grãos. As operações serão para venda de trigo, milho, sisal, arroz e café provenientes de Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Nesta quarta-feira (14) serão realizados dois leilões para venda de 67 mil t de trigo do Rio Grande do Sul, previstos nos avisos 364 e 365. Na quinta-feira (15) serão duas operações de venda de milho (avisos 368 e 369). Os grãos são provenientes de Mato Grosso e Goiás e os interessados devem ser cooperativas e/ou produtores de aves, suínos, bovinos (de leite e de corte), indústrias de insumo para ração animal ou alimentação humana à base do grão.
Também será realizado Leilão de Prêmio para o Escoamento (PEP), conforme aviso 372, de mais de 3 mil t de sisal bruto da safra 2011/2012, produzido na Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte. O prêmio será pago ao participante que comprovar o escoamento do sisal beneficiado ou manufaturado, de acordo com a Portaria Interministerial nº 408, para qualquer estado, exceto Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Cerca de 165 mil t de arroz serão comercializados em duas operações. Um leilão de PEP (aviso 373) e outro de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), conforme aviso 374. Os grãos são provenientes dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. O participante do Pepro deverá, obrigatoriamente, comprovar a venda e o escoamento do arroz em casca para os interessados que tenham como atividade principal e estejam em plena atividade: indústrias de beneficiamento ou de transformação e comerciantes.
Na sexta-feira, 16 de setembro, conforme avisos 370 e 371, serão oferecidas 471 t de café ensacado, proveniente dos estoques da Funcafé no Espírito Santo.
Saiba mais:
Prêmio para Escoamento de Produto (PEP): O governo concede um valor à agroindústria ou cooperativa que adquire o produto pelo preço mínimo diretamente do produtor rural e o transporta para região com necessidade de abastecimento.
Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro): O governo concede uma subvenção econômica (prêmio) ao produtor e/ou sua cooperativa que se disponha a vender seu produto pela diferença entre o valor de referência estipulado pelo governo federal e o valor do prêmio arrematado em leilão.
Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé): Fundo administrado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com recursos destinados ao financiamento do custeio, colheita, estocagem e comercialização de café. Os recursos também são direcionados a linhas especiais, à promoção do café brasileiro nos mercados interno e externo e para apoiar eventos do setor.

Débora Bazeggio
Mapa
(61) 3218-2203
imprensa@agricultura.gov.br

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Com feijão transgênico Brasil passa a exportar tecnologia, segundo ANBio

O primeiro feijão transgênico totalmente desenvolvido no Brasil é o primeiro passo para a independência tecnológica do Brasil e mostra que o País poderá ser um grande exportador de tecnologia de sementes geneticamente modificadas para o mundo em um futuro próximo, de acordo com a Associação Nacional de Biossegurança (ANBio).
“Em um momento de crise alimentar, quando o mundo tem cada vez mais necessidade na produção de alimentos, sementes mais seguras e eficientes são a melhor alternativa para garantir a boa produção das lavouras”, afirma a pesquisadora Leila Oda, presidente da ANBio. “Além do potencial para prover alimentos para a população do planeta, o Brasil tem agora chance se consolidar como um dos principais exportadores de tecnologia na agricultura do mundo”.
A semente do feijão resistente ao vírus do mosaico dourado (transmitido pela mosca branca) foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e deve ser aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) nas próximas semanas. “Se confirmada, a aprovação será um grande alívio para os produtores, pois o vírus do feijão traz perdas de até 85% às lavouras, o que seria equivalente a deixar de alimentar de 9 milhões a 18 milhões de pessoas”.
Alimento seguro
De acordo com Oda – que já foi presidente da CTNBio –, o feijão transgênico da Embrapa é seguro para consumo humano e em nada difere do feijão tradicional, presente no prato dos brasileiros. “Todos os organismos GM produzidos no país são confiáveis, pois são analisados caso a caso antes da liberação, seguindo a Lei de Biossegurança brasileira, que é considerada referência e uma das mais rigorosas do mundo”.
O Brasil é o maior produtor de feijão do mundo. Ele é um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, e a principal fonte de proteína vegetal, ferro e inúmeras vitaminas, principalmente para as classes menos favorecidas. “Pesquisas que levem ao aumento da produtividade desse grão devem não só ser apoiadas, como serem motivo de orgulho para o Brasil”.
OGM nacionais são destaque em Congresso Nacional de Biossegurança
Os transgênicos nacionais serão um dos destaques do Congresso Nacional de Biossegurança da ANBio, que acontece de 19 a 23 de setembro, em Joinville. O evento da principal entidade que avalia o setor debaterá esse e outros assuntos de relevância para a sociedade. Além de OGM, serão temas de palestras a biologia sintética, biossegurança hospitalar, avaliações de risco, vacinas, entre outros.
Agenda:
VII Congresso Brasileiro de Biossegurança
Data: 19 a 23 de setembro
Local: Universidade de Joinville (UNIVILLE) – Campus Joinville – Santa Catarina
Tema Central: Avanços da Biologia Sintética e desafios da Biossegurança

Fonte: Barcelona Soluções Corporativas
(11) 3034-3639
monica@barcelonasolucoes.com.br

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fiscalização incentiva o uso de sementes certificadas

As ações de fiscalização e o combate intensificado à pirataria na produção e na comercialização estão fazendo crescer a busca e a utilização de sementes certificadas no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), a taxa de adoção de sementes certificadas alcançou resultados recordes na última safra (2010/2011), principalmente no caso da soja e do milho – os dois principais cultivos agrícolas do país.
Na safra 2010/2011, eles atingiram 64% e 87% de utilização legal, respectivamente, contra 61% e 83% na safra 2008/2009. O milho, assim como o sorgo, alcançou o maior índice de sementes certificadas, comparado às outras culturas produzidas. Na safra 2010/2011, o crescimento da taxa de utilização de sementes certificadas também se concretizou para o algodão, e o índice de adoção, que era 44% em 2008/09, subiu para 51%.
Segundo o coordenador de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Neumar Francelino, o número de autuações, apreensões e de multas aplicadas pelo órgão são o principal motivo da elevação. As sementes mais falsificadas são de soja, milho, trigo, algodão, feijão e arroz.
“O combate à pirataria na produção e na comercialização de sementes tem sido intenso pelo ministério e isso tem trazido resultados positivos. Temos apreendido uma quantidade elevada de produtos, o que obriga o agricultor a recorrer ao sistema formal de comércio de sementes certificadas”, destaca.
De acordo com ele, o uso de sementes piratas aumenta o risco de disseminar pragas (insetos, fungos, vírus, etc) e ervas daninhas e reduz a produtividade da lavoura. A prática também pode trazer um custo mais alto de produção e de uso de outros insumos, além de prejudicar o obtentor e incentivar o contrabando de agrotóxicos.
“Trabalhamos em conjunto com o setor privado para melhorar a qualidade e oferecer segurança. A Abrasem é uma entidade importante nesse processo, pois é ela quem mais contribui para que o ministério identifique e evite o uso de sementes piratas”, ressalta.
Abrasem
Conforme o presidente da Abrasem, Narciso Barison Neto, a semente é um insumo básico para o aumento da produção e a transferência de renda para o produtor. A entidade mantém uma parceria efetiva e estreita com o ministério para a normatização e fiscalização permanente.
Segundo ele, dos 49,5 milhões de hectares da área cultivada de grãos do Brasil, 23 milhões de hectares são cultivados com sementes certificadas. Antes, eram necessários 120 quilos de sementes de soja para o plantio de um hectare. Hoje, são utilizados 50 kg/ha.
“A semente, pela importância no agronegócio, é questão de segurança nacional. Se não cuidarmos das doenças, voltaremos a infestar os nossos campos com pragas e quem paga esse preço não é só o produtor, mas a sociedade toda”, alerta. De acordo com ele, o processo precisa funcionar em cadeia e, mais do que fiscalizar, passa pela educação e conscientização do produtor.
Saiba mais
Semente certificada é aquela produzida dentro do sistema formal com tecnologias adequadas e seguras observando conformidades técnicas e legais sob o controle da fiscalização do Ministério da Agricultura.
A produção, o comércio, a utilização, a exportação, a importação e outras atividades relacionadas a sementes e mudas no Brasil são regidas pela Lei 10.711/2003, que instituiu o Sistema Nacional de Sementes e Mudas, regulamentada pelo Decreto 5.153/2004.
Cabe ao Ministério da Agricultura promover, coordenar, normatizar, supervisionar, auditar e fiscalizar as atividades instituídas na legislação. Em caso de dúvida, o consumidor de sementes deve consultar o site do Ministério da Agricultura, para constatar se o produto está inscrito no Registro Nacional de Cultivares (RNC).
Para tentar coibir a ação da pirataria, o ministério tem o serviço de ouvidoria no qual o denunciante, anonimamente, pode indicar o local e quem detém este tipo de produto pelo telefone 0800 704 1995.
2008
Número de fiscalizações: 16.055
Valor total de multas aplicadas: R$ 19,3 milhões
Autos de infração: 803
Quantidade de sementes piratas retiradas do mercado: 22,3 mil toneladas
Quantidade de sementes retiradas por baixa qualidade: 981 toneladas
2009
Número de fiscalizações: 21.095
Valor total de multas aplicadas: R$ 17,4 milhões
Autos de infração: 841
Quantidade de sementes piratas retiradas do mercado: 17,3 mil toneladas
Quantidade de sementes retiradas por baixa qualidade: 399 toneladas
2010
Número de fiscalizações: 20.018
Valor total de multas aplicadas: R$ 20 milhões
Autos de infração: 929
Quantidade de sementes piratas retiradas do mercado: 16,8 mil toneladas
Quantidade de sementes retiradas por baixa qualidade: 1,9 mil toneladas

Fonte: Mapa
(61) 3218-2203
imprensa@agricultura.gov.br