quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Plano visa reduzir desmatamento em Roraima

Ao aproveitar o posicionamento relativamente positivo de Roraima, de ser um dos estados que menos desmatam na Amazônia Legal, o governo realizou uma consulta pública para ouvir o que o setor produtivo e a sociedade civil têm a contribuir para a elaboração de um Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Estado de Roraima (PPCDQ/RR). Se aprovado, as ações que compõem o projeto devem entrar em vigor a partir de 2012. 


Segundo dados recentes informados pelo Ibama,  em 2010 o desmatamento em Roraima foi de 256 quilômetros quadrados, que representou queda de 3,66% em comparação ao período anterior. No estudo divulgado no início deste mês pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento havia caído para 120 quilômetros quadrados, o que representou uma diminuição de mais de 50%.


Para Juliana Simões, gerente de políticas públicas para prevenção de controle do desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Estado vive um momento propício para a implantação de ações preventivas para que não chegue à situação de estados que desmataram quase todos seus recursos e com isso não obtiveram um desenvolvimento econômico. “É preciso que o governo se antecipe e não deixe chegar a situações tão dramáticas. A ideia é que com esse plano, o Estado passe a prevenir o desmatamento e caminhe rumo a um desenvolvimento sustentável e a uma economia verde”, frisou.


Simões citou que a pecuária – tida como vilã na questão ambiental devido à devastação para criação de pastos – e a agricultura precisam ser transformadas em produções mais mecanizadas, com mais tecnologia, para ampliar a produção do estado na área que já está degradada, sem precisar abrir novas áreas. “Além disso, é importante se falar em práticas agrícolas que não agridam o meio ambiente, principalmente no que diz respeito à redução no uso do fogo”, disse.


O presidente em exercício da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh), Wagner Severo, explicou que o plano está pautado em três eixos temáticos com ações específicas para cada área definida: o ordenamento territorial, por meio de zoneamento identificando as áreas mais propícias ao desenvolvimento do setor produtivo; o controle ambiental, por meio de ações de licenciamento e gestão ambiental; e o incentivo à produção sustentável. “O objetivo é trazer um modelo de desenvolvimento sustentável para o Estado em que o poder público não seja a figura principal, mas que todos os atores colaborem”, salientou.


Ele salientou a necessidade da mudança do foco dos órgãos ambientais em função da política de repressão dos órgãos ambientais nos três níveis de poder, federal, estadual e municipal, e inverter as ações para o monitoramento e prevenção, tornando o produtor um aliado nas políticas de fomento, licenciamento e monitoramento para que se obtenha um diagnóstico preciso para futuras intervenções.


A partir da consulta serão reunidas todas as sugestões de produtores e da sociedade como um todo e analisadas para a elaboração do projeto. O plano vai servir de instrumento para a elaboração de políticas públicas, nas quais serão adotados mecanismos específicos para cumprir as metas previstas. “A previsão é que, se o plano for aprovado, as ações comecem a ser implantadas a partir do ano que vem, com projetos específicos”, disse.


O PPCD-RR abordará em seu diagnóstico as causas e efeitos do desmatamento e das queimadas em Roraima, bem como pretende recepcionar em suas diretrizes as orientações de três outros planos federais, que são o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM), o Plano Amazônia Sustentável (PAS) e o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado).

Governo entrega 500 toneladas de calcário em Rorainópolis


Visando contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar em todo o estado, o Governo de Roraima entrega nesta quinta-feira (15), de 500 toneladas de calcário para pequenos produtores rurais do município de Rorainópolis.

O insumo será entregue diretamente nas propriedades rurais que foram cadastradas previamente pelos técnicos da Seapa (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Um comboio com 50 caminhões, cada um transportando 10 toneladas de calcário sairá do porto de Caracarai na manhã desta quinta-feira, com destino a Rorainópolis onde o insumo será entregue aos agricultores.

Em 2011 o Governo adquiriu 25 mil toneladas de calcário para atender a agricultura familiar e em larga escala. O produto vai atender a todas as regiões do estado. Cerca de 10 mil famílias serão beneficiadas com o calcário que é o principal insumo para a correção do solo. O calcário para atender a agricultura familiar será subsidiado 100% pelo Governo.

O calcário veio da cidade de Itaituba no Pará e navegou mais de 20 dias pelos rios Tapajós, Amazonas, Negro e Branco até chegar a Caracarai. A empresa que vendeu o produto tem o prazo até o mês de dezembro para entregar o restante do calcário.

O insumo foi comprado por meio de registro de preço no valor de aproximadamente R$ 5 milhões. O calcário que chega em pedra será moído e entregue nas Casas do Produtor Rural (CPRs), que fará a seleção e distribuição do insumo priorizando os produtores que já detém áreas destocadas ou preparadas para o plantio. 

O secretário de Agricultura, Rodolfo Pereira informou que o insumo está chegando a todas as regiões do estado como forma de preparar o plantio para a próxima safra de 2012.  “O calcário é o principal insumo para a agricultura em Roraima, visto que nossas terras precisam de correção do solo.Vamos atender a todos os produtores para que eles tenham tempo para o plantio da próxima safra”, explicou.

PRODUÇÃO EM LARGA ESCALA - Os grandes produtores de grãos também terão subsídios do Governo do Estado para o preparo da safra 2012. Os incentivos serão oferecidos por meio da Lei Estadual nº 215, que prevê o subsidio de 50% no valor da tonelada do calcário.

A aquisição antecipada do calcário vai possibilitar tanto aos agricultores familiares e em grande escala a se antecipar no preparo da terra para a safra de 2012. A expectativa com este planejamento visa aumentar gradativamente a área de grãos plantada em Roraima.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Incra fixa regras para aquisição de imóvel rural por estrangeiros


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) regulamentou, por instrução normativa, o procedimento de aquisição de imóvel rural por estrangeiro residente no país e pessoa jurídica estrangeira autorizada a funcionar no Brasil. A norma foi publicada dia 09/12/2011 no Diário Oficial da União.

Segundo Evandro Cardoso, coordenador-geral de Cadastro Rural do Incra, o instrumento esclarece alguns aspectos no processo de aquisição de imóvel rural por estrangeiro.

O Incra poderá obter informações mais consistentes no que diz respeito à identificação, quantitativo, localização e destinação de terras rurais no país, sob domínio estrangeiro. E o estrangeiro, por sua vez, terá mais orientação sobre o cumprimento das formalidades legais exigidas para aquisição ou arrendamento de imóvel rural no país.

Segundo Cardoso, o Incra terá também um controle regional mais eficaz, tornando mais uniforme a atuação das 30 superintendências do instituto espalhadas pelo país.

A venda de terras brasileiras a estrangeiros ou a empresas brasileiras controladas por estrangeiros recebeu nova interpretação em 2008, por meio de um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que impôs limites à venda e tornou a regulamentação mais compatível com a atual realidade da estrutura fundiária nacional.

Com a medida, o governo brasileiro considerou as alterações no contexto social e econômico do país, bem como aspectos como a valorização das commodities agrícolas, a crise mundial de alimentos e o desenvolvimento do biocombustível.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Governo do Estado firma novo convênio para compra de alimentos

O Governo de Roraima firmou mais um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), no valor de R$ 3 milhões para continuidade do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura (PAA) em Roraima.

O PAA foi criado para combater a fome e distribuir renda para o pequeno produtor rural. Os alimentos comprados pelo programa são adquiridos diretamente de agricultores familiares ou de suas organizações (cooperativas e associações), dispensada a licitação, desde que os preços sejam compatíveis com os praticados nos mercados locais e regionais. Cada produtor pode vender para o governo até R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais) por ano.

“Aqui em Roraima o programa vem complementar as ações do Governo do Estado por meio da  assistência técnica, doação de insumos e equipamentos. O PAA fecha a cadeia de ações comprando a produção dos agricultores”, afirmou o secretário de Agricultura, Rodolfo Pereira.

Os alimentos adquiridos são destinados às escolas e creches, presídios e associações entre outras instituições.

Para ter acesso ao programa o pequeno produtor deve procurar uma das 32 Casas do Produtor Rural (CPR’s) em cada município. “Nas CPR’s o pequeno produtor será orientado pelos técnicos, onde deverá apresentar a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e documentos pessoais para ser beneficiado com o programa”, informou Pereira.  

PROGRAMA - O PAA tem como objetivo erradicar a miséria no campo. Ele contribui para a segurança alimentar e nutricional de pessoas atendidas pela rede de equipamentos públicos de alimentação e nutrição (restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos) e pela rede sócio assistencial, além de promover a inclusão econômica e social no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar.

 Desde 2003, o PAA já investiu mais de R$ 3,5 bilhões na aquisição de 3,1 milhões de toneladas de alimentos de cerca de 160 mil agricultores por ano. Os produtos abastecem anualmente 25 mil entidades. Para 2011, o orçamento do programa foi de R$ 640 milhões. 

Deputados ruralistas reagem ao teor do Código Florestal aprovado no Senado e sinalizam resistências


Vencida a etapa de aprovação no Senado, o projeto do novo Código Florestal pode agora enfrentar resistência na Câmara dos Deputados. Apesar das negociações promovidas pela presidenta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), e pelo relator da matéria, senador Jorge Viana (PT-AC), com a bancada ruralista da Câmara, o texto que foi aprovado ontem (6) não foi bem recebido por um dos representantes da bancada ruralista na Casa, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).

“É uma homenagem do suicídio do produtor rural”, declarou Caiado. O deputado acha que as exigências de regularização ambiental, que estão no substitutivo aprovado ontem no Senado, custarão muito caro aos produtores rurais.

Ele alega que o custo não será apenas o do reflorestamento, mas também o da contratação de profissionais que fazem laudo técnico para atestar a regularidade ambiental da propriedade. Além disso, Caiado queixou-se do trecho da proposta aprovada que impedirá os produtores irregulares de conseguir crédito. “O texto do Senado é claro. Em dois anos, 5,2 milhões de propriedades terão de estar incluídas no plano de regularização ambiental. Senão, estarão bloqueadas, no final do quinto ano, de qualquer crédito rural”, analisou.

Mas, apesar de Caiado defender o texto elaborado inicialmente na Câmara dos Deputados, antes da votação pelo Senado, a senadora Kátia Abreu acredita que a maioria dos ruralistas irá votar a favor do substitutivo do senador Jorge Viana.

“Alguns deputados não estão 100% satisfeitos, mas acredito que a maior parte [da bancada ruralista] irá aprovar [o texto do Senado]”, estimou a senadora. Para ela, o maior progresso que os produtores rurais vão conseguir é aprovar a reforma do código, que está em debate há 15 anos.

Na mesma linha, o relator também está confiante no diálogo que travou nos últimos meses com deputados. Na opinião dele, a Câmara terá um texto equilibrado para analisar. “Como nós estabelecemos um diálogo, acredito que a Câmara tem agora um projeto que é bom para o Brasil”, declarou Jorge Viana.

O substitutivo do código florestal poderá ser rejeitado integral ou parcialmente pelos deputados. Ele pode ainda ser acatado totalmente, da forma como foi enviado pelo Senado. Viana espera que isso seja feito “o mais rápido possível”. Em seguida, o projeto seguirá para sanção presidencial.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Estados da Amazônia são porta de entrada para pragas no Brasil

A fragilidade das barreiras sanitárias e os maus hábitos de pessoas que transportam espécies vegetais sem o mínimo controle sanitário fazem da Amazônia a porta de entrada para inúmeras pragas quarentenárias que, nas últimas duas décadas, vem ameaçando as produções de laranja, banana e açaí, que são as principais culturas do Amazonas.

 De acordo com o engenheiro agrônomo, doutor em Entomologia e professor titular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Néliton Marques da Silva, desde a década de 1990 os produtores rurais do Amazonas, Roraima, Pará e Amapá convivem com o drama de ter plantações inteiras dizimadas pelas pragas.

E essas pragas continuam entrando no país pela fronteira com países como a Guiana Inglesa, Suriname, Venezuela, Colômbia e Peru e ameaçando não apenas a produção rural do Amazonas, como dos estados vizinhos.

“São pragas que não são originárias do Brasil, mas entram pela fronteira com esses países por conta da fragilidade das barreiras sanitárias e o costume de transportar vegetais sem essa preocupação. O homem é o maior disseminador dessas pragas, afinal, elas não voam”, explicou Marques.

As ameaças representadas por insetos e ácaros à produção agrícola da Amazônia e alternativas para a construção de um modelo de produção sustentável na região estão entre os temas que devem ser debatidos durante os três dias do I Seminário de Entomologia e Acarologia Agrícola na Amazônia (SEAMA), que acontece entre amanhã e sexta-feira, em Manaus.

DISSEMINAÇÃO - A cigatoga negra, que dizimou plantações de banana no Amazonas na década de 1990, a mosca negra, que destruiu cultivos de laranja em todo o Estado em 2004 depois de ser introduzida no Pará, pela fronteira com o Suriname e o ácaro da falsa ferrugem, que também ataca laranjeiras, são alguns exemplos de pragas que se espalharam pela Amazônia, oriunda dos nossos vizinhos latinos, citados pelo pesquisador.

“E pesquisas identificaram uma infinidade de outras pragas na fronteira brasileira com esses países, que podem entrar em nosso país a qualquer momento, se não forem tomadas as medidas sanitárias adequadas. No mês passado, por exemplo, foi a vez do ácaro vermelho entrar no Amazonas e colocar em risco as plantações de banana, açaí, pupunha, côco e até palmeiras ornamentais”, informou.

Marques explicou que a entrada do ácaro vermelho no Brasil, que ocorreu pela fronteira de Roraima com a Guiana inglesa, passando, em seguida, ao Amazonas, preocupa os especialistas e, principalmente, os produtores rurais do Estado, uma vez que ainda não existe, no Brasil, agrotóxicos para combater essa praga.

AMEAÇA - Hoje, a produção rural não apenas dos municípios que ficam na fronteira com países latino americanos como de outras regiões da Amazônia estão ameaçados por algum tipo de praga. No Amazonas, a fronteira com a Venezuela, Colômbia e Peru e também nossos maiores produtores de laranja – Manacapuru e Rio Preto da Eva – estão em áreas de incidência de pragas, informou o pesquisador.

E as pragas mais severas que atacam as culturas do Amazonas, segundo Marques, são a mosca negra e o ácaro da falsa ferrugem. Ambas as pragas têm como principal “alvo” as plantações de laranja. “A mosca negra causou e continua causando sérios danos a produtores de laranja de Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e até Manaus, mesmo alvo do ácaro da falsa ferrugem.”

PLANTAS X AGROTÓXICOS - A grande – e severa – incidência de pragas nas propriedades rurais da Amazônia e a falta de conhecimento sobre o controle delas faz com que os produtores optem pelo uso, ás vezes exagerado, de produtos químicos, como os agrotóxicos.

Segundo o professor Neliton Marques, 92% dos pequenos e médios produtores rurais do Amazonas utilizam agrotóxicos em suas plantações. Esse número se torna ainda mais preocupante se considerarmos que os pequenos e médios produtores correspondem a 95% do total, no Estado, alertou Marques.

“Com o ataque das pragas, o produtor se vê obrigado a usar os agrotóxicos, que são nocivos ao solo e ao meio ambiente, de forma geral. Mas hoje já temos pesquisas que comprovam a eficiência de plantas do bioma amazônico que podem substituir esses produtos químicos, acabando com as pragas sem afetar o solo”, disse.

O uso de plantas inseticidas no combate às pragas, como alternativa aos agrotóxicos, deve ser um dos tópicos de discussão durante os três dias do 1º SEAMA, detalhou Marques. Desde a tradicional andiroba até o exótico nim, as várias espécies de pimenta longa, o timbó e o mapatasto - plantas abundantes e de fácil acesso aos produtores do interior -, todas devem ter os benefícios discutidos no evento, para, depois, serem disseminados entre os produtores rurais.

Fonte: A Crítica

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Comissão aprova com artigo que beneficia Roraima

A Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, 23, o relatório do senador Jorge Viana (PT/AC) para o projeto de lei 030/11, que trata do Novo Código Florestal Brasileiro. Entre as alterações incluídas pelo relator no projeto já aprovado na Câmara, consta a redução da reserva legal de 80% para 50% nos estados da Amazônia Legal que já tenham mais de 65% de seus territórios em unidades de conservação de domínio público e terras indígenas.


Jorge Viana fez questão de ressaltar que a emenda determinando a redução da área de reserva legal nos estados da Amazônia já dotados de grandes unidades de conservação e terras indígenas foi incluída para atender pedido da senadora Ângela Portela. A medida foi negociada com o Governo Federal e com a bancada governista no Senado e não gerou questionamentos durante a votação na Comissão de Meio Ambiente. Com a aprovação do relatório, a Comissão de Meio Ambiente analisa nesta quinta-feira os destaques apresentados para votação em separado e, em seguida, o projeto segue para o Plenário do Senado Federal.


O relatório de Jorge Viana diz que a situação de estados inseridos na Amazônia Legal, cujos territórios são significativamente abrangidos por unidades de conservação e terras indígenas, também foi levada em consideração na sua Emenda Substitutiva Global. “Para tanto, inseriu-se o parágrafo 5º no artigo 12, de modo a permitir que a Reserva Legal seja fixada em 50% (cinquenta por cento) quando mais de 65% (sessenta e cinco por cento) do território do Estado estiver atrelado àquelas áreas públicas protegidas. Trata-se de dispositivo inspirado em sugestão da Senadora Ângela Portela, do Estado de Roraima”, destacou o relator.


“Esta nossa sugestão foi negociada com o relator Jorge Viana e com a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira. Promovemos reuniões entre os representantes do setor produtivo de Roraima e os técnicos do Ministério por entendermos que, da forma como estava proposto, o Novo Código Florestal constituiria mais um obstáculo ao desenvolvimento de Roraima, que já tem mais de 65% do seu território comprometido com terras indígenas e unidades de conservação federais e estaduais”, diz a senadora roraimense.


Segundo o relatório de Jorge Viana para o Novo Código Florestal, os imóveis localizados na Amazônia Legal devem manter uma área com cobertura de vegetação nativa, a título de Reserva Legal. Esta Reserva Legal deve ser de 80% do imóvel localizado em área de floresta (a área desmatada não pode superar os 20% da propriedade), 35% em cerrado e 20% nos campos gerais.


A proposta sugerida por Ângela Portela e incluída no relatório de Jorge Viana diz que, nos imóveis localizados em áreas de floresta na Amazônia Legal, a Reserva Legal poderá ser reduzida para até 50% da propriedade quando o Estado em que está situada tiver mais de 65% do seu território ocupado por unidades de conservação da natureza de domínio público e terras indígenas homologadas. A mesma regra valerá para os municípios com mais de 50% de sua área total constituída de unidades de conservação ou terras indígenas. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, esta regra só seria aplicada aos Estados de Amapá e Roraima, que superam este limite de 65%.

PRESERVAÇÃO - “Com esta proposta, estamos assegurando ao Estado de Roraima o direito de desenvolver atividades agropecuárias sem afrontar a legislação ambiental. Nas demais regiões do país, a Reserva Legal obrigatória é de apenas 20% da propriedade. Na Amazônia, continuará sendo de 80%, exceto nos estados que já tiveram significativas parcelas de seus territórios destinadas às unidades de conservação e terras indígenas. Felizmente, conseguimos construir junto ao Governo Federal este entendimento de que estados como Roraima apresentam situação bastante peculiar, com mais de 65% de seu território integralmente protegido”, afirma a senadora.


Ângela Portela fez questão de ressaltar que esta proposta é fruto de acordo intermediado por ela entre representantes do setor produtivo de Roraima e o Ministério do Meio Ambiente, com apoio do relator Jorge Viana. “A inclusão desta proposta no relatório final do senador Jorge Viana é uma grande vitória para Roraima. Com isso, preservamos o potencial de desenvolvimento do nosso Estado, sem que implique em ameaça ao meio ambiente”.
Segurança jurídica


Para a senadora, o fato de alguns estados, como é o caso de Roraima, já terem mais de 65% de seus territórios reservados para unidades de conservação e terras indígenas ressalta o compromisso com a preservação. “A parcela do Estado de Roraima que pode, efetivamente, ser destinada à exploração econômica representa cerca de 10% da área territorial. Mesmo que estes imóveis rurais utilizem até o limite de 50%, não haverá impacto significativo para o meio ambiente e os produtores poderão trabalhar dentro da legalidade”.


A parlamentar ressalta ainda que, mesmo que seja autorizada a manutenção de 50% de Reserva Legal nestes estados, a supressão da vegetação nativa não se dará de forma indiscriminada. “Defendemos a implantação de projetos de desenvolvimento sustentável, com base na vocação de cada região, estabelecida no Zoneamento Ecológico-Econômico, e que os órgãos federais e estaduais responsáveis pelas políticas de meio ambiente promovam a qualificação dos produtores para que atuem de acordo com a legislação e as boas práticas ambientais”.

domingo, 6 de novembro de 2011

Vigiagro fiscaliza fronteiras, portos e aeroportos

Objetivo é evitar a entrada de pragas e doenças e garantir a sanidade animal e vegetal da produção agrícola brasileira

O Sistema de Vigilância Internacional (Vigiagro), ligado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura (Mapa), atua em todas as dez fronteiras brasileiras com outros países, aduanas especiais, além de portos e aeroportos. A função dos agentes é fiscalizar todo e qualquer produto agropecuário que entra e sai do Brasil, como frutas, carnes, peixes, grãos, plantas e queijos.

Hoje, o Brasil possui 106 unidades do Vigiagro distribuídas em pontos de trânsito internacional de produtos ou insumos agropecuários. São 28 unidades em portos, com a atuação de 150 servidores. Mais 24 postos de aduanas especiais, que compreendem as unidades da Receita Federal em regiões de fronteiras de interior, onde trabalham cerca de 360 pessoas. Nos aeroportos internacionais, 26 pontos contam com a atuação de 130 servidores. Além disso, em 28 unidades nos postos de fronteira atuam 150 agentes. 

O servidor do Ministério da Agricultura há mais de 35 anos e coordenador-geral do Vigiagro, Marcos Valadão, explica que o trabalho dos agentes é baseado na inspeção de mercadorias que ingressam e saem do Brasil. O objetivo é impedir a entrada de produtos que tragam risco à sanidade animal e vegetal brasileira e garantir que o nosso país exporta, na área agrícola, esteja em condições adequadas para entrada em outras nações. 

Aeroportos

“Principalmente nos aeroportos que recebem vôos internacionais, o trabalho de inspeção é muito intenso”, conta o coordenador do Vigiagro. Ele destaca que muitos passageiros não sabem que é proibida a entrada no Brasil, sem o devido certificado sanitário do país de origem, produtos como peixes (bacalhau, atum, etc), frutas (maçã, banana, etc), queijos de todos os tipos e carnes, como presunto parma. Além da verificação das bagagens, a atuação dos servidores do Vigiagro é também de orientação aos passageiros. 

Exportação

A inspeção dos produtos que saem do país também é operacionalizada pelos agentes do Vigiagro. “Utilizamos as informações de sistemas automatizados, instalados nos terminais alfandegados, o que imprime maior agilidade aos procedimentos, sem dispensar a segurança”, destaca Valadão.

Cães e gatos

Os servidores do Ministério da Agricultura também coordenam e prestam orientações sobre viagens com animais de companhia. O trabalho deles, nesse sentido, é baseado na operacionalização e verificação da documentação necessária para ingresso e saída desses animais. “A função dos nossos agentes está baseada em garantir a segurança alimentar do país, já que um simples animal ou um alimento inofensivo, como um queijo trazido de uma viagem internacional, pode trazer sérios danos à atividade agrícola no país”, finaliza o coordenador do Serviço de Vigilância Internacional do Ministério da Agricultura. (Sophia Gebrim)

 Fonte: Portal Dia de Campo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Seminário público sobre abelhas acontece no Inpa

O evento acontece sexta-feira (04), às 16h, no auditório da Coordenação de Entomologia (Cpen), Campus II, na Avenida André Araújo, 2936
O seminário público intitulado “A recuperação de grandes rodovias na Amazônia pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e seus prováveis impactos sobre adiversidade e conservação das abelhas das orquídeas”, ministrado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Marcio Luiz de Oliveira, irá expor os resultados de estudos realizados em seu curso de pós-doutorado na Universidade Kansas (EUA).
Esse tipo de abelha é conhecida por ser polinizadora de outras plantas além das orquídeas, essencialmente florestais e sensíveis ao desmatamento. As rodovias estão entre as causas principais de desmatamento na Amazônia e, por esse motivo, as BRs 163, 230 e 319 serão estrategicamente analisadas.
O objetivo deste estudo foi mapear onde essas abelhas têm sido coletadas e analisar o cenário resultante em relação a essas três rodovias. Para tanto, as amostras de abelhas foram obtidas em diversas coleções sediadas no Brasil, em outros países etc. Em seguida foram georreferenciados e inseridos em mapas digitalizados da região onde as rodovias são localizadas.
De acordo com o ministrante, o seminário é direcionado às pessoas interessadas em questões conservacionistas, pesquisadores, estudantes e Institutos Ambientais.
Data
04/11/2011

Horário
16 horas

Organização
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI)

Local
auditório da Coordenação de Entomologia (Cpen)

Endereço
Campus II, na Avenida André Araújo, 2936 - Manaus - AM

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Termina hoje período de vacinação contra aftosa

A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa encerra no próximo dia 31. A expectativa da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr) é vacinar 700 mil cabeças de bovinos no Estado. 

A primeira etapa foi realizada em abril deste ano e a intenção era atingir 80% do rebanho. Para esta segunda etapa a meta é vacinar 100% do rebanho. O diretor de Defesa Animal da Aderr, Sylvio Botelho, destacou que a vacina garante a qualidade sanitária do rebanho, evita prejuízos para a produção e para a economia do Estado, dá direito à expedição da Guia de Transporte Animal (GTA) e evita multas.

Após vacinar o rebanho, o pecuarista tem até o dia 16 de novembro para procurar o escritório da Aderr na região onde fica sua propriedade para registrar a vacina apresentando a nota fiscal. 

Neste momento é realizada também a estratificação do rebanho e de todas as outras espécies de animais que tem na propriedade rural, que será discriminada minuciosamente por espécie, idade e sexo. É feita uma atualização cadastral, fundamental para o sistema de defesa agropecuária. 

Como a vacina é obrigatória, a partir do dia 16 do próximo mês a Aderr inicia uma fiscalização nas propriedades rurais. O produtor que não vacinou ou que não comprovou a imunização será multado. “É importante o pecuarista se atentar para os prazos para evitar aborrecimentos”, destacou Botelho.  

MULTA - Os pecuaristas que não vacinarem o rebanho no prazo estarão sujeitos à multa no valor de R$ 919,88, mais R$ 51,92 por animal não vacinado. Os que não registrarem a vacinação estarão sujeitos à multa no valor de R$ 919,88, mais R$ 20,77 por animal não vacinado. No caso de reincidência, os valores estipulados são dobrados. 

VACINA - A dose está custando em média de R$ 1,70 a 2,00 no mercado local. A vacina é disponibiliza em frascos de 10 doses ao preço médio de R$ 18,00 e frascos de 50 doses a R$ 90,00. Pelo menos 14 estabelecimentos comerciais, sendo seis no sul do Estado e oito na capital, estão cadastrados para comercializar a vacina. 

DOENÇA - A febre aftosa é uma doença contagiosa, causada por um vírus de rápida multiplicação. É transmitida por animais infectados, materiais e equipamentos contaminados e pessoas que tiveram contato com o vírus. A doença é séria. O gado emagrece, produz menos leite, fica proibido de ir para o abate, será sacrificado e ainda cria uma barreira para as exportações de carne e outros produtos brasileiros. O último foco de aftosa em Roraima ocorreu no ano de 2001, em Caroebe.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Livro recém-lançado aborda biologia e manejo de plantas daninhas


Acaba de ser lançado com o apoio da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) e da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG) o livro “Biologia e Manejo de Plantas Daninhas”, obra destinada aos acadêmicos de graduação em Agronomia e dos diversos programas de pós-graduação relacionados à área. De autoria dos pesquisadores Rubem Silvério de Oliveira Junior e Jamil Constantin, da UEM (Universidade Estadual de Maringá), e Miriam Hiroko Inoue, da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso), o livro visa oferecer subsídios para a discussão aprofundada dos principais aspectos da área de Ciência das Plantas Daninhas, segundo nota dos autores.

Em 12 capítulos, são abordados aspectos importantes relacionados aos conceitos básicos ligados à multiplicação, ao estabelecimento, à classificação e às principais características das plantas daninhas, assim como aos efeitos dessas sobre as espécies de interesse econômico. A obra também discute os principais métodos de manejo e estratégias alternativas relacionadas ao controle biológico e à alelopatia. Conceitos básicos relacionados ao controle químico das plantas daninhas são introduzidos e as principais formas de classificação dos herbicidas, com ênfase nos mecanismos de ação, são discutidas.

Ainda segundo informações reunidas no prefácio, a temática relacionada aos herbicidas é aprofundada, discutindo-se como esses são absorvidos, translocados e como controlam as plantas daninhas de forma seletiva. “Finalmente são discutidos os temas relacionados ao desenvolvimento e diagnóstico da resistência de plantas daninhas aos herbicidas e ao destino destas moléculas no solo e no ambiente”.

Embrapa Milho e Sorgo contribui com conhecimento

O pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, das áreas de Sistemas de Produção e Meio Ambiente da Embrapa Milho e Sorgo, é autor de dois capítulos: “Biologia de plantas daninhas” e “Comportamento de herbicidas no ambiente”. Em conjunto com o pesquisador Alexandre Magno Brighenti dos Santos, da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG), o primeiro capítulo discorre, entre outros aspectos, sobre a origem e a evolução das plantas daninhas, aspectos positivos e negativos, propagação e efeitos das plantas daninhas sobre as culturas. Já o segundo – “Comportamento de herbicidas no ambiente” – aborda as propriedades físico-químicas dos herbicidas, as interações entre os fatores ambientais e esses produtos, além das consequências agronômicas e ambientais.

Democratização do conhecimento – A publicação tem acesso livre desde setembro deste ano. Segundo nota da editora, o conteúdo integral será disponibilizado livremente na internet para que qualquer interessado possa consultar, ler, copiar ou distribuir. “A filosofia de acesso livre visa fundamentalmente universalizar e democratizar o acesso ao conhecimento científico. Para os autores, esta é a maneira mais eficiente de dar ampla visibilidade ao seu trabalho de pesquisa. Além da disponibilização permanente na internet, a Editora disponibiliza uma pequena tiragem da versão impressa”. Acesse http://omnipax.com.br/site/?page_id=108 e tenha acesso tanto aos capítulos quanto ao livro completo.

Foto: Divulgação

Guilherme Viana
Embrapa Milho e Sorgo
(31) 3027-1272

sábado, 22 de outubro de 2011

Dep Aldo Rebelo explica repercussão sobre o novo Código Florestal

Em palestra realizada em Porto Alegre  nesta quinta-feira (19), no encontro das Mulheres Trabalhadoras Rurais e Urbanas da CTB, o Deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do novo Código Florestal, fez revelações estarrecedoras a respeito do lobby mundial com o objetivo de prejudicar o futuro da agricultura brasileira, com o tema “Código Florestal e Desenvolvimento Nacional”.

"Acabamos há pouco tempo de modificar o Código Penal, passamos por Reformas Tributárias, que é algo muito sensível, por envolver quem paga ou não impostos no Brasil. E nenhuma dessas leis teve a repercussão do debate sobre o Código Florestal. Até artistas da TV Globo e celebridades estão em Brasília pressionando para que não mude o Código Florestal, o que demonstra como esse assunto mexe com interesses. Por que ele se tornou um divisor de águas tão importante?", questionou o deputado. "Porque muito mais do que definir mata ciliar, reserva legal, esse Código Florestal está definindo se o Brasil tem autonomia para usar o seu território e as suas reservas naturais e os seus recursos hídricos em benefício do seu povo. Ou se o ouso desse bem nacional vai estar subordinado aos interesses externos, daqueles que concorrem com o Brasil na produção de alimentos, que concorrem na produção de minérios e daqueles que concorrem com o Brasil no comércio internacional agrícola".


Aldo Rebelo informou que, no trajeto para Porto Alegre, leu nos jornais que o Congresso dos Estados Unidos havia liberado subsídios para a sua agricultura. “O agricultor norte-americano se tornou um funcionário público. A renda dele não depende do que plantou, mas do Tesouro dos EUA, que paga pelo que ele produz.”


"O Brasil incomoda muito, porque é um grande produtor de soja, carne bovina, suína, de frango e concorre com produtores internacionais. O país que produz alimentos é uma potência muito mais respeitada do que aquele que tem os seus quartéis cheios de armas. O mundo já passou por muitas fomes. O país que não é produtor de alimentos, pode ter a riqueza que tiver, mas não será uma potência".


Como exemplo, Aldo lembrou que durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto Londres era bombardeada pelos alemães, a Marinha da Inglaterra estava na Atlântico Sul dando proteção aos navios argentinos que embarcavam alimentos para a Europa.


"A produção de alimentos não é importante apenas para o Brasil, mas para todo o mundo. Hoje, somos o quarto país produtor do mundo, mas seremos o primeiro. E o Código Florestal foi uma forma que encontraram de travar uma guerra contra a agricultura brasileira, inviabilizando áreas das mais nobres para a produção, criando tributos contra o produtor do país, porque confiscam parte das suas áreas mais nobres para a produção. Não há nenhum país do mundo que tenha reserva legal na propriedade. Nenhum! Será que todos os países do mundo são inimigos do meio ambiente? Não são. Mas nenhum deles criou a reserva legal na propriedade. No entanto, exigem que haja uma reserva legal de 80% da Amazônia. E por que exigem isso? Porque nenhuma legislação do mundo tratou disso. Só aqui no Brasil. O estado do Amapá tem 79% seu território ocupado por parques nacionais. Resta cerca de 21% para produzir alimentos. Roraima tem 68% de áreas públicas. Como podem nos acusar de não cuidar do nosso meio ambiente?",  cobrou Aldo Rebelo.


"O meio ambiente é importante para o bem estar material e espiritual da sociedade. Não temos dúvida disso porque somos o país que mais protege o meio ambiente no mundo. Mas o Brasil tem uma grande responsabilidade e o governo e a população precisam ter consciência da necessidade de defender a agricultura e a produção de alimentos do país. Ninguém pode brincar com isso, não. A única coisa que as pessoas compram todo o dia é comida. O que pesa no bolso do pobre é a comida. É onde ele gasta a maior parte do que ganha. E isso é uma coisa muito séria. Moradores do Jardim Paulista, da Vieira Souto, artistas da Rede Globo podem brincar com isso. Mas o governo e o Congresso, não".

Fonte: Emanuel de Mattos - CTB-RS

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Livro lançado por pesquisadores da Unesp destaca inovações em proteção de plantas


Inovações em proteção de plantas, permeando áreas como tecnologia de aplicação de defensivos, entomologia, fitopatologia e nematologia, são o foco do livro Avanços em Fitossanidade, lançado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Destinado a estudantes, professores, pesquisadores e profissionais atuantes e interessados na área de defesa fitossanitária, a publicação tem como objetivo a divulgação dos temas abordados durante a segunda edição do Simpósio de Proteção de Plantas (Simprot), realizado em abril de 2011 na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp.

Segundo o professor Edson Luiz Lopes Baldin, do Departamento de Produção Vegetal – Defesa Fitossanitária da FCA-Unesp e organizador da publicação ao lado de alunos da pós-graduação da universidade, o livro conta com 11 capítulos, nos quais são apresentados trabalhos relacionados aos temas abordados nas palestras e mesas-redondas do Simprot.

Segundo Baldin, que coordenou recentemente o projeto de pesquisa “Resistência de genótipos de eucalipto ao psilideo-de-concha glycaspis brimblecombei moore”, apoiado pela FAPESP, a proposta do livro é apresentar técnicas que permitam gerar avanços no setor agrícola e disseminar o conhecimento sobre o manejo dos problemas associados a pragas e doenças.

“A ideia foi permitir aos pesquisadores um espaço para que pudessem abordar de forma mais abrangente o tema de suas palestras e, dessa forma, disponibilizar informações mais completas, o que, às vezes, não é possível executar em 40 minutos”, disse à Agência FAPESP.

Entre os destaques do livro está o greening, doença que afeta citriculturas em todo o mundo e que é um problema de resolução em longo prazo. Causada pela bactéria Candidatus liberibacter spp, sua ocorrência foi descrita pela primeira vez no Estado de São Paulo em março de 2004, na região de Araraquara. Atualmente, atinge mais de 250 municípios de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

No livro, os pesquisadores responsáveis pelos estudos discorrem sobre a adoção de medidas legais, tais como a utilização de mudas certificadas e a eliminação de plantas afetadas, além de novas técnicas de manejo visando conter o avanço do greening no país.

A publicação também traz inovações em técnicas de fitossanidade como, por exemplo, o uso de assistência de ar nas pulverizações agrícolas, de acordo com as condições ambientais do país, e o uso da ferramenta electrical penetration graph (EPG) para estudar o comportamento alimentar de insetos sugadores.

Há também um capítulo dedicado às informações sobre o controle biológico de fitonematoides, de forma a evitar danos ao meio ambiente e à saúde humana, e outro sobre epidemiologia e controle do begomovírus, transmitido pela mosca branca e que atinge, principalmente, os feijoeiros.

“Devido à grande presença da agricultura no Brasil, a cada ano deparamos com novos problemas de fitossanidade. E isso torna muito promissora essa área no país”, afirmou Baldin.

Avanços em Fitossanidade contempla também textos sobre a ferrugem asiática da soja, que tem afetado lavouras brasileiras há cerca de uma década, e plantas daninhas em cana-de-açúcar, que interferem de modo a reduzir a produtividade e a qualidade nas plantações.

Avanços em Fitossanidade
Organizador: Edson Luiz Lopes Baldin
Lançamento: 2011
Preço: R$ 30
Páginas: 163
Mais informações: http://www.fepaf.org.br/, (14) 3882 -6300 (ramal 3) ou publicacoes@fepaf.org.br.

 
Mônica Pileggi
Agência FAPESP
agencia@fapesp.br

terça-feira, 11 de outubro de 2011

118 mil doses de vacina contra febre aftosa são apreendidas



Técnicos da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aderr) flagraram logo no início da campanha de vacinação contra a febre aftosa 118 mil doses fora das condições de conservação. As vacinas seriam utilizadas em animais do município de Caroebe, no sul do Estado. Além de perder a eficácia, o produto fora da temperatura correta pode ocasionar reações colaterais aos animais.

O procedimento de praxe durante a vacinação contra aftosa é que a agência seja comunicada sobre a data e a hora da chegada das vacinas no momento da aquisição das doses. Um técnico é enviado para deslacrar as embalagens e aferir a temperatura e as condições de transporte.

Neste caso, no município de Caroebe, foi comunicada a chegada das vacinas para o primeiro dia de outubro. Quando a fiscal responsável realizou o procedimento, constatou que o gelo da caixa de isopor onde as vacinas estavam acondicionadas havia derretido e o material já havia superado a temperatura adequada, entre 2ºC e 8ºC. O material foi recolhido e será encaminhado para o Ministério da Agricultura, onde deve ser descartado.

Há uma resistência por parte de produtores de todo o Brasil em realizar a vacinação contra a febre aftosa, conforme explicou o diretor de defesa animal da Aderr, Sylvio Botelho, por conta das reações vacinais nos animais. Em situações normais, podem surgir caroços rígidos de no máximo 5 centímetros de diâmetro. Já no caso da vacina mal conservada ou da aplicação sem observância das condições de higiene adequadas, o que era para ser um simples caroço pode se tornar um abscesso que pode chegar ao tamanho de uma laranja.

Conforme explicou o diretor, cuidados simples no momento da aplicação podem minimizar estes efeitos. O animal deve ser bem contido para facilitar o serviço da vacinação e, além disso, o local deve estar limpo e o material usado durante a aplicação deve ser esterilizado. “Os efeitos colaterais são mínimos e só ocorrem se houver problemas na conservação ou na aplicação”, pontuou.

No momento do transporte, é necessário que as vacinas sejam armazenadas em caixas de isopor contendo um terço de vacina para cada dois terços de gelo.

A febre aftosa é uma doença contagiosa caracterizada por febre e lesões vesiculares que ao se romperem formam úlceras na boca, focinho, tetas e nos cascos. Ela ataca espécies animais de casco bipartido, como bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos, entre outros. “A única forma de proteger o animal contra a doença é a vacinação. A expectativa é imunizar 700 animas em Roraima”.

ESTOQUE - Pelo menos 14 estabelecimentos comerciais, sendo seis no sul do Estado e oito na capital, estão cadastrados para comercializar a vacina. Até ontem havia 480 mil doses disponíveis no mercado. Somente na primeira semana, mais de 100 mil doses foram vendidas, ao preço médio de R$ 1,80.

Estes estabelecimentos passam por fiscalizações diárias e precisam obedecer a critérios como possuir uma geladeira apropriada para vacinas, onde não podem ser acondicionados outros produtos. Estes estabelecimentos passam por um acompanhamento diário das temperaturas máximas e mínimas. Os estabelecimentos precisam ter um estabilizador ou gerador de energia para o caso de uma possível queda de energia. 

Pecuarista precisa discriminar corretamente o rebanho
 Após vacinar o rebanho, o pecuarista tem até o dia 15 de novembro para procurar um dos escritórios da Aderr para registrarem a vacina, com a nota fiscal da compra. Neste momento, é importante que o pecuarista faça a estratificação do rebanho, discriminada minuciosamente por espécie, idade e sexo, e todas as informações necessárias para identificação do rebanho.

O registro da vacinação é requisito necessário para aquisição da Guia de Transporte Animal (GTA). Este documento é obrigatório para movimentação dos animais.

Conforme explicou o diretor de defesa animal da Aderr, Sylvio Botelho, muitos produtores não são fiéis nas informações prestadas neste momento, o que dificulta um mapeamento concreto do rebanho no Estado.

Isto dificulta inclusive a elaboração de planos de ação em caso de possíveis infestações. “Realizamos fiscalizações periódicas e o pecuarista que prestar informações inverídicas está sujeito à multa”, frisou.

A primeira etapa foi realizada em abril e a intenção era atingir 80% do rebanho. Para a segunda etapa, que vai até o dia 31 de outubro, a meta é vacinar 100% do rebanho, o equivalente a 700 mil animais. O último foco de aftosa em Roraima ocorreu no ano de 2001, em Caroebe.

Os pecuaristas que não vacinarem o rebanho no prazo estarão sujeitos à multa no valor de R$ 919,88, mais R$ 51,92 por animal não vacinado. Os que não registrarem a vacinação estarão sujeitos à multa no valor de R$ 919,88, mais R$ 20,77 por animal não vacinado. No caso de reincidência, os valores estipulados são dobrados.
 

PARABÉNS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS

O feriado dessa quarta-feira (12) de outubro, tão conhecido pro ser o dia consagrado à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida e dia da criança, é um marco para todos os profissionais da Agronomia, pois o dia do Agrônomo é também comemorado nesta data por causa da primeira regulamentação da profissão, que aconteceu em 12 de outubro de 1933. Data para reconhecer o trabalho destes profissionais que tanto colaboram para o desenvolvimento de nosso país, e para a qualidade de vida da população.
Apesar de ser Agronomia o conjunto das ciências e dos princípios que regem a prática da agricultura, o profissional de Agronomia, cujo título é de engenheiro agrônomo, tem uma profissão com amplas possibilidades não só na área de Agricultura, no setor rural, como também no urbano.
O Agrônomo é o profissional que estuda, planeja e supervisiona a aplicação de princípios e processos básicos da produção agrícola, combinando conhecimentos de biologia, química e física aos estudos específicos sobre o solo, clima, culturas e rebanhos, envolvendo um campo bem diversificado. O constante crescimento do agronegócio na economia brasileira, responsável pelo aumento das exportações e dos empregos no Brasil, tem valorizado e muito o trabalho do agrônomo. O mercado encontra-se em alta, graças a esse avanço do agronegócio brasileiro no cenário internacional. Devido a isso, atividades ligadas às ciências agrárias se multiplicaram, como a medicina veterinária, a engenharia ambiental a florestal e a zootecnia. Desta forma, áreas como a pesquisa de transgênicos e a biotecnologia oferecem muitas oportunidades, tal qual para os zootecnistas, que atuam no campo de melhoramento genético e na pesquisa de novas rações para animais, tendo em vista uma melhor produtividade das espécies.
Para exercer essa profissão, é necessário ter um bom trato com os números, ser curioso, gostar de atividades ao ar livre e de tecnologia e, além disso, ter disposição para enfrentar o trabalho inclusive no mau tempo, pois o agrônomo pode atuar em fazendas e cooperativas do setor agrícola e de produtos animais e, mesmo atuando em empresas; indústrias; instituições de ensino, pesquisa e/ou financeiras que tenham negócios ligados à atividade rural, o trabalho vai exigir dele o contato diretamente ligado ao campo.
Este profissional:
• Estuda, pesquisa e aperfeiçoa a evolução genética das espécies vegetais, e pesquisa as enfermidades e as plantas em geral.
• Faz investigações sobre cultivos agrícolas e pastagens, e elabora novos métodos de produção ou aperfeiçoa os já existentes.
• Orienta a técnica agrícola: semeadura, plantio, adubação, melhoramento e aumento das espécies vegetais, colheita, armazenamento, combate às pragas, rendimento de produtos, reflorestamento, processos de irrigação e drenagem, regulagem das águas por meio de diques, barragens e canais.
• Orienta e estuda a qualidade e o tratamento do solo.
• Planeja a execução de construções rurais (edifícios agrícolas) e instalações de indústrias rurais.
• Estuda métodos de prevenção de doenças das plantas.
• Observa a adaptação dos cultivos às diferentes terras e climas.
• Colabora com outros técnicos na construção de estradas e vias rurais.
Além de todas essas funções, o agrônomo precisa se adaptar às novas tecnologias, ter preocupação ecológica e responsabilidade social. Ele pode trabalhar em várias áreas, como em propriedades rurais (sítios, chácaras e fazendas), laboratórios e institutos de experimentação, indústrias (de fertilizantes, de ferro, couro, bebidas, alimentícias, farmacêuticas, extrativas), bancos e instituições de financiamento e investimento, Serviço Público, instituições científicas, de pesquisa, de consultoria, e curso superior (com pós-graduação).
O curso de Agronomia dura cinco anos. O currículo dá ênfase a disciplinas como biologia, matemática, química, física, genética, sociologia, economia. O estágio é obrigatório. Os ganhos de um engenheiro agrônomo, de acordo com o piso sugerido pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) do Rio de Janeiro são de dez salários mínimos. Mas quem tem cinco anos de experiência nesta carreira ganha, em média, de 15 a 17 salários mínimos.
Dentro dessas características da profissão, o Engenheiro Agrônomo pode desempenhar suas atribuições em estabelecimentos públicos ou privados, como empregado, empregador ou autônomo, em atividades de pesquisa, administração e planejamento, análise de projetos, assistência técnica, transferência de tecnologia, perícias e vistorias, gerenciamento de projetos e propriedades agropecuárias, engenharia rural, defesa sanitária, comercialização, crédito rural e outras.
Parabéns EGENHEIROS AGRONOMOS cada vez mais ajudando o Brasil a alimentar o mundo.

Syngenta abre inscrições para Programa de Estágio 2012

A Syngenta está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2012. O processo seletivo é destinado a estudantes de cursos técnicos (3 vagas) e superiores (12 vagas), e será realizado na cidade de Paulínea, interior de São Paulo. A data limite para os candidatos se inscreverem é 23 de outubro.
O programa terá início em fevereiro de 2012, com carga horária de 30 horas semanais e jornada diária que vai das 8h às 15h. Além da bolsa-auxílio, participantes receberão benefícios como assistência médica e odontológica, seguro de vida e refeição no local.
“Procuramos pessoas dinâmicas, que demonstrem vontade de crescimento profissional, tenham boa comunicação e apliquem os conhecimentos aprendidos, contribuindo com novas ideias”, explica Eduardo Morini, gerente de Recursos Humanos da Syngenta, responsável pelo Programa de Estágio em Paulínea.
Podem se inscrever no programa estudantes de nível técnico – cursos de Química, Plásticos, Petroquímica e Bioquímica – e superior – cursos de Administração de Empresas, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Química e Engenharia (Ambiental, Bioquímica, Civil, Mecânica, Mecatrônica, Produção e Química).
Os interessados devem residir na cidade de Paulínea ou Campinas, e fazer sua inscrição pelo site da Foco Talentos (www.focotalentos.com.br/syngenta2012).
Foto: Divulgação Syngenta.com

Andréa Gouveia
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sábado, 8 de outubro de 2011

Cartilhas gratuitas sobre árvores frutíferas



Novas publicações prometem orientar os pequenos produtores sobre como trabalhar com determinadas técnicas de manejo na fruticultura. As cartilhas “Poda de Árvores Frutíferas” e “Propagação de Árvores Frutíferas” foram lançadas pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/Esalq) no último mês de agosto e abordam assuntos como de que jeito deve ser conduzida a poda e quais as vantagens de se utilizar a propagação de árvores. As publicações podem ser encontradas gratuitamente no site da Esalq e na Casa do Produtor Rural.
Segundo João Scarpare, professor associado do Departamento de Produção Vegetal da USP/Esalq, a ideia da publicação das cartilhas surgiu das demandas existentes na Casa do Produtor Rural, uma entidade de futura extensão da faculdade. De acordo com ele, havia muita demanda por informações sobre podas de árvores frutíferas e propagação de plantas.
— O objetivo das publicações é direcionar todas as pesquisas relacionadas e desenvolvidas na Esalq ao pequeno produtor. Portanto, pensamos em fazer uma apostila direcionada para o pequeno produtor, com exemplos e explicações sobre a parte teórica da poda de árvores frutíferas — afirma o professor.
Nessas publicações, ele conta que são definidos aspectos teóricos, como por exemplo, o que é a poda, quais são os objetivos que devem ser alcançados, como deve ser conduzida, a época em que deve ser feita e as especificidades de cada cultura.
— No caso da propagação, definimos quais são os métodos para fazer a propagação, quais são as vantagens de se utilizar a propagação, por que se utiliza a propagação para determinadas espécies e damos alguns exemplos da propagação da produção de mudas de algumas espécies frutíferas — conta Scarpare.
O professor diz que foram feitas 2000 cópias de cada cartilha e que a distribuição é gratuita. Para adquiri-las, o produtor deve se direcionar à Casa do Produtor Rural ou acessar o site da Esalq através do link www.esalq.usp.br. Na página principal, ele irá encontrar um link que direciona para o serviço de cultura e extensão, onde está locada a Casa do Produtor Rural e as cartilhas online.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Rede Virtual de Forrageiras Tropicais entra em ação

Um espaço virtual destinado à disseminação de informações troca de conhecimentos e interações sobre as forrageiras tropicais lançadas pela Embrapa Gado de Corte, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, esse é objetivo principal da Rede Virtual de Forrageiras Tropicais, recém-inaugurada pela Empresa.
A Rede (http://moodle.cnpgc.embrapa.br/login/index.php) está estruturada na plataforma Moodle (Modular Object Oriented Distance Learning), um sistema de gerenciamento para criação de cursos on-line. Esses sistemas são também chamados de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) ou de Learning Management System (LMS), que comportam uma espécie de arquitetura colaborativa do conhecimento, onde, a partir de diversas ferramentas, cada usuário pode construir e multiplicar suas informações quase sem limites.
Tal projeto é possível, pois aliada à plataforma AVA, a Rede traz como princípio duas ideias que a orientam: a teoria construtivista que parte da ideia de que o desenvolvimento da inteligência está ligado à interação entre indivíduos e meio. E a noção de inteligência coletiva, cunhada por Pierri Lévy, que justifica a interconexão de indivíduos em comunidades virtuais como um novo momento na criação de conhecimento.
A partir dos dois pilares, a Rede procura possibilitar a troca de informação com a disponibilização de um fórum para a inserção de experiências, que acabe se tornando referência em informações da web para cada forrageira. "O grande mote é a interatividade. Por meio dela os participantes terão acesso a “chats” específicos com técnicos da Embrapa podendo assim conversar e aprender com os pesquisadores num ambiente de aprendizagem interativo e dinâmico", destaca um dos idealizadores do projeto, Luiz Leal, analista de comunicação estratégica da Empresa, com mestrado em Ciência da Informação.
O projeto busca aproximar cada vez mais instituições de pesquisa, como a Embrapa, do público em geral. É uma forma inovadora de transferir tecnologia levando aos produtores, empresários e estudantes a oportunidade de conhecer melhor as formas de manejo de cada forrageira e auxiliá-los de maneira mais adequada naquilo que diz respeito à eficiência da produção agropecuária.
Como a Embrapa defende o conhecimento como um bem de domínio público a rede está fundamentada em software livre e, portanto, é um instrumento aberto aos usuários sem finalidade comercial.
Transmissão - Durante o lançamento da Rede na Unidade da Gado de Corte a interatividade foi posta em prática. Na ocasião, os internautas puderam acompanhar a cerimônia ao vivo pela internet através do recurso streaming, o mesmo utilizado no site Youtube. Além da transmissão o evento também foi veiculado no Twitter da Gado de Corte (@gadodecorte) e Facebook. A integração com as redes sociais é uma das bandeiras da Rede, que investe no potencial de distribuição de conteúdo dessas mídias para proporcionar maior acesso a informação.

Dalízia Aguiar
Embrapa Gado de Corte
(67) 3368-2144
dalizia@cnpgc.embrapa.br

Embrapa publica manuais de equipamentos para pequeno produtor

A Embrapa Arroz e Feijão concluiu a edição de dois manuais para montagem de seis máquinas destinadas à agricultura familiar, desenvolvidas pela equipe de mecanização da Empresa, composta por José Geraldo da Silva (pesquisador), Márcia Gonzaga de Castro (analista), Eli Gonçalves, Wanderley Gomes Neto e Aparecido Tomas (assistentes). São três trilhadoras e três abanadoras para uso em lavouras comunitárias ou de pequenos produtores de arroz, feijão, milho e outros grãos. Antes da elaboração dos manuais, os equipamentos foram validados em cinco Dias de Campo em cidades do interior do Estado de Goiás, realizados em parceria com a Emater-GO. As máquinas foram testadas, analisadas e discutidas entre técnicos, agricultores e os coordenadores dos eventos e os resultados da validação foram apresentados no VII Congresso Brasileiro de Arroz Irrigado, CBAI, em agosto desse ano. Os manuais são didáticos, de fácil compreensão, com todos os passos para a fabricação dos equipamentos, a baixo custo e com rapidez.
As publicações estão disponíveis para toda a comunidade rural brasileira e podem ser solicitadas junto à engenheira agrícola Márcia Gonzaga, por e-mail: marciagonzaga@cnpaf.embrapa.br ou por telefone: (62) 3533.2171. As instituições públicas e privadas, de ensino ou extensão rural, associações e cooperativas que desejem obter o material ou receber treinamento sobre a produção dos equipamentos, da mesma forma, devem procurar a analista por esses contatos. Criada a demanda, será desenvolvido projeto, visando a capacitar os técnicos interessados, preparando-os para atender aos produtores rurais e demais atores que se interessem pela fabricação das máquinas.
Foto: Assessoria de Imprensa Embrapa Arroz e Feijão

Henrique de Oliveira
Embrapa Arroz e Feijão
(62) 3533-2108
henrique@cnpaf.embrapa.br

Código Florestal: parlamentares da Amazônia defendem maior autonomia para os estados

Com o objetivo de debater os impactos de um novo Código Florestal sobre a Amazônia, o Senado realizou nesta quinta-feira (29) uma audiência com parlamentares da região. Para a maioria dos presentes, os estados deveriam ter mais autonomia para legislar sobre o assunto - em contraste com o que foi ressaltado na audiência sobre o tema do último dia 13. Além disso, vários deles defenderam a proposta apresentada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), aprovada na Câmara em maio.

No Senado, esse projeto de lei tramita sob a forma do PLC 30/11, tendo sido aprovado recentemente, com modificações, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O texto ainda tem de passar por mais três comissões da Casa antes de ser votado no Plenário - o que, de acordo com o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), pode acontecer até 10 de novembro.

Especificidades regionais

Durante a audiência desta quinta-feira, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) afirmou que o novo Código Florestal não pode ser uma lei que dê tratamento uniforme para todo o país, devido à diversidade e às especificidades regionais. Ao propor um tratamento diferenciado para a Amazônia, ele lembrou que a região abrange cerca de 60% do território nacional e não é constituída por um único ecossistema. Opinião semelhante foi manifestada por Acir Gurgacz.

O deputado estadual do Acre José Luis Shafer (PDT), também presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), é um dos que defendem tanto a aprovação do novo Código Florestal como a existência de legislações estaduais sobre o tema. O mesmo raciocínio foi apresentado pelo deputado estadual de Roraima Mecias de Jesus (PR), presidente do Parlamento Amazônico. Ele disse que a Amazônia tem de ser tratada de forma diferenciada, e observou que "muita gente legisla sobre a Amazônia sem conhecê-la".

- Em Roraima, por exemplo, grande parte da cobertura vegetal não é de floresta amazônica, mas mesmo assim a legislação trata genericamente o tema. Por isso, ficamos impedidos de promover a cultura de cana-de-açúcar, dentre outras, em um ambiente em que não seria necessário desmatar uma árvore sequer - disse Mecias.

Também favorável à maior autonomia para os estados, o senador Jayme Campos (DEM-MT) criticou a atuação do governo federal e afirmou que, atualmente, não há segurança jurídica quanto ao assunto. Ele criticou ainda instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que, segundo ele, chega a cobrar multas de alto valor de agricultores que não teriam condições de pagá-las.

Contraponto

Em contraste com a maioria dos presentes, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que, de acordo com a Constituição, os estados não deveriam legislar sobre essas questões, "mesmo quando se trata de biomas específicos".

- E o Supremo Tribunal Federal tem decidido isso de forma reiterada - reforçou.

Ex-procurador da República, Pedro Taques argumentou que "o ideal é que o Código Florestal estabeleça normas gerais e, ao mesmo tempo, estabeleça normas gerais que atendam aos biomas diferenciados".

Autor: Agência Senado

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

UERR lança edital do vestibular 2012


A Uerr (Universidade Estadual de Roraima) abriu dia 29, o período de inscrições para o Vestibular 2012.1. Ao todo estão sendo oferecidas 1.030 vagas distribuídas entre 14 cursos em nove localidades. As inscrições vão até o dia 24 de outubro e as provas serão aplicadas no dia 20 de novembro.

Neste vestibular, a Uerr oferta cursos em Boa Vista (Administração, Ciências Biológicas, Direito, Enfermagem, Física, Geografia, História, Letras com Habilitação em Língua Inglesa, Matemática, Química e Serviço Social), Alto Alegre (Ciências Contábeis), Caracaraí (Ciências Contábeis, Ciência da Computação e História), Pacaraima (Ciência da Computação), Rorainópolis (Agronomia, Ciências Contábeis, Ciências Biológicas, Matemática e Química), São João da Baliza (Letras com habilitação em Língua Espanhola), Bonfim (Letras com habilitação em Língua Inglesa), Normandia (Agronomia) e Nova Colina (Administração).
 
Em Roranópolis serão ofertadas 40 vagas para o curso de Agronomia que será no período integral.
As inscrições podem ser efetuadas no site da universidade: uerr.edu.br. A taxa é de R$ 60,00. A Apresidente da CPC (Comissão Permanente de Concursos), Sônia Brandão informou que a Uerr vai disponibilizar Laboratório de Informática do Campus de Boa Vista aos interessados em efetuar a inscrição, mas que não têm acesso a internet.

São destinadas 43 vagas do total de vagas para os cursos ofertados em Boa Vista a pessoas com deficiência, no percentual de 10% das vagas dos cursos. “A iniciativa faz parte da política de inclusão social defendida pela instituição”, disse a presidente da CPC.