terça-feira, 11 de outubro de 2011

118 mil doses de vacina contra febre aftosa são apreendidas



Técnicos da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aderr) flagraram logo no início da campanha de vacinação contra a febre aftosa 118 mil doses fora das condições de conservação. As vacinas seriam utilizadas em animais do município de Caroebe, no sul do Estado. Além de perder a eficácia, o produto fora da temperatura correta pode ocasionar reações colaterais aos animais.

O procedimento de praxe durante a vacinação contra aftosa é que a agência seja comunicada sobre a data e a hora da chegada das vacinas no momento da aquisição das doses. Um técnico é enviado para deslacrar as embalagens e aferir a temperatura e as condições de transporte.

Neste caso, no município de Caroebe, foi comunicada a chegada das vacinas para o primeiro dia de outubro. Quando a fiscal responsável realizou o procedimento, constatou que o gelo da caixa de isopor onde as vacinas estavam acondicionadas havia derretido e o material já havia superado a temperatura adequada, entre 2ºC e 8ºC. O material foi recolhido e será encaminhado para o Ministério da Agricultura, onde deve ser descartado.

Há uma resistência por parte de produtores de todo o Brasil em realizar a vacinação contra a febre aftosa, conforme explicou o diretor de defesa animal da Aderr, Sylvio Botelho, por conta das reações vacinais nos animais. Em situações normais, podem surgir caroços rígidos de no máximo 5 centímetros de diâmetro. Já no caso da vacina mal conservada ou da aplicação sem observância das condições de higiene adequadas, o que era para ser um simples caroço pode se tornar um abscesso que pode chegar ao tamanho de uma laranja.

Conforme explicou o diretor, cuidados simples no momento da aplicação podem minimizar estes efeitos. O animal deve ser bem contido para facilitar o serviço da vacinação e, além disso, o local deve estar limpo e o material usado durante a aplicação deve ser esterilizado. “Os efeitos colaterais são mínimos e só ocorrem se houver problemas na conservação ou na aplicação”, pontuou.

No momento do transporte, é necessário que as vacinas sejam armazenadas em caixas de isopor contendo um terço de vacina para cada dois terços de gelo.

A febre aftosa é uma doença contagiosa caracterizada por febre e lesões vesiculares que ao se romperem formam úlceras na boca, focinho, tetas e nos cascos. Ela ataca espécies animais de casco bipartido, como bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos, entre outros. “A única forma de proteger o animal contra a doença é a vacinação. A expectativa é imunizar 700 animas em Roraima”.

ESTOQUE - Pelo menos 14 estabelecimentos comerciais, sendo seis no sul do Estado e oito na capital, estão cadastrados para comercializar a vacina. Até ontem havia 480 mil doses disponíveis no mercado. Somente na primeira semana, mais de 100 mil doses foram vendidas, ao preço médio de R$ 1,80.

Estes estabelecimentos passam por fiscalizações diárias e precisam obedecer a critérios como possuir uma geladeira apropriada para vacinas, onde não podem ser acondicionados outros produtos. Estes estabelecimentos passam por um acompanhamento diário das temperaturas máximas e mínimas. Os estabelecimentos precisam ter um estabilizador ou gerador de energia para o caso de uma possível queda de energia. 

Pecuarista precisa discriminar corretamente o rebanho
 Após vacinar o rebanho, o pecuarista tem até o dia 15 de novembro para procurar um dos escritórios da Aderr para registrarem a vacina, com a nota fiscal da compra. Neste momento, é importante que o pecuarista faça a estratificação do rebanho, discriminada minuciosamente por espécie, idade e sexo, e todas as informações necessárias para identificação do rebanho.

O registro da vacinação é requisito necessário para aquisição da Guia de Transporte Animal (GTA). Este documento é obrigatório para movimentação dos animais.

Conforme explicou o diretor de defesa animal da Aderr, Sylvio Botelho, muitos produtores não são fiéis nas informações prestadas neste momento, o que dificulta um mapeamento concreto do rebanho no Estado.

Isto dificulta inclusive a elaboração de planos de ação em caso de possíveis infestações. “Realizamos fiscalizações periódicas e o pecuarista que prestar informações inverídicas está sujeito à multa”, frisou.

A primeira etapa foi realizada em abril e a intenção era atingir 80% do rebanho. Para a segunda etapa, que vai até o dia 31 de outubro, a meta é vacinar 100% do rebanho, o equivalente a 700 mil animais. O último foco de aftosa em Roraima ocorreu no ano de 2001, em Caroebe.

Os pecuaristas que não vacinarem o rebanho no prazo estarão sujeitos à multa no valor de R$ 919,88, mais R$ 51,92 por animal não vacinado. Os que não registrarem a vacinação estarão sujeitos à multa no valor de R$ 919,88, mais R$ 20,77 por animal não vacinado. No caso de reincidência, os valores estipulados são dobrados.
 

Um comentário:

  1. Urgente! Comprei um cupim e vi o açogueiro jogar fora um pedaço de carne (cupim) com pus. Que nojo!
    E agora? Acho que não quero comer cupim nunca mais. Porquê esse pus? J.

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