quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Deputados e representantes do setor agrícola definem metas para realização do I Simpósio de Agricultura

Os deputados membros da Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural estiveram reunidos na tarde desta terça (28), na Sala de Reuniões da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), com representantes de órgãos, instituições e entidades ligadas ao setor agropecuário para definir temas e a programação geral para a realização do I Simpósio sobre Agricultura, Pecuária e Política Rural do Estado de Roraima previsto para acontecer na segunda quinzena de abril.

Da Comissão estiveram na reunião, o presidente, Gabriel Pincanço (PSB), o vice-presidente Erci de Moraes (PPS), e os demais membros, deputados Naldo da Loteria (DEM) e Brito Bezerra (PP).

Na opinião do deputado Gabriel Pincanço, o encontro foi positivo, pois todos os presentes discutiram temas envolvendo os problemas enfrentados pela classe produtora no estado. “São muitos os assuntos que tratamos nessa reunião que serão importantes para destacarmos no dia do evento, pois sabemos que, infelizmente, os produtores rurais não recebem a assistência necessária. Mas acredito que estamos fazendo a nossa parte e agora é só esperar os bons frutos neste Simpósio”, destaca.

O secretário-adjunto de Estado da Agricultura, Rodolfo Pereira também avaliou como positiva a reunião e afirma que o governo está compromissado em discutir e procurar meios que sejam viáveis para o desenvolvimento do setor agropecuário roraimense. “Acredito que estamos no caminho certo e que vamos procurar ouvir todos os problemas que estamos enfrentando e buscarmos junto uma solução que seja viável para a melhoria de vida das famílias que vivem exclusivamente do setor produtivo no campo, mas afirmo que conseguiremos resolver tudo isso quando forem executadas questões de ordem ambiental e fundiária, que conseqüentemente dependerão do novo Código Florestal”, explica o secretário-adjunto.

O presidente do Instituto de Terras de Roraima (Iteraima), Márcio Junqueira também destacou a preocupação do Poder Legislativo em juntar parcerias com representantes do setor produtivo em buscar soluções para os problemas enfrentados para o desenvolvimento da agricultura local. “Teremos muitos temas para serem debatidos e acredito que vamos buscar o melhor para o desenvolvimento do estado e dar mais atenção a agricultura famíliar, buscando facilitar os financiamentos e oferecer o apoio necessário ao produtor do campo”, finaliza Márcio.

Terra Legal: MDA entrega equipamentos para regularização de terras em Roraima

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, participou, na segunda-feira (27), da entrega de equipamentos para a regularização fundiária em Roraima. O evento, que contou ainda com a presença do governador do estado, José de Anchieta, ocorreu na vila de Campos Novos, no município de Iracema, a cerca de 140 km da capital Boa Vista.

Foram entregues 16 automóveis do tipo pick-up, que serão utilizados pelas empresas que farão o georreferenciamento e a medição das áreas rurais. O convênio entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o governo de Roraima se dá no âmbito do Programa Terra Legal Amazônia, da Secretaria de Regularização Fundiária da Amazônia Legal do MDA, que prevê a titulação de agricultores familiares na região. O ministro Afonso Florence afirmou que o programa dá força à agricultura familiar em Roraima. “Fortalecer a agricultura familiar é fortalecer a economia do estado e beneficiar os agricultores e consumidores”, afirmou.

A parceria entre o MDA e o governo do estado prevê um investimento de aproximadamente R$ 31 milhões, sendo que mais de R$ 27,8 milhões por parte do MDA e cerca de R$ 3,1 milhões como contrapartida do governo estadual. O trabalho das 14 equipes que farão o georreferenciamento, medição de terras e cadastramento das famílias de agricultores familiares deve durar dois anos.

Ao final desse período, a meta do projeto é ter regularizado 18 mil ocupações, sendo que 11,5 mil com até quatro módulos fiscais (400 hectares), de forma gratuita. As outras 6,5 mil, cujas áreas têm acima de quatro módulos, terão titulação onerosa, ou seja, os agricultores precisarão arcar com os custos do processo.

Comemoração

A entrega dos equipamentos marcou o início da operação do Terra Legal em Roraima e foi comemorada por agricultores e autoridades presentes ao evento. O governador José de Anchieta agradeceu ao ministro e salientou que a parceria é suprapartidária. “Estamos unidos em um propósito único. Temos grande acesso ao governo federal da presidenta Dilma”, disse.

Anchieta lembrou que o estado de Roraima foi criado em 1988, e que em 2009 o governo federal passou as terras de propriedade da União para as mãos do governo estadual. “A transferência foi o primeiro passo. A vocação de Roraima está na agricultura familiar, aliada ao agronegócio. Queremos transformar o estado na próxima fronteira agrícola do país”, completa o governador.

O georreferenciamento começará pelos municípios de Iracema, Alto Alegre e Mucajaí, que fazem parte do território de identidade rural Centro. Depois, a ideia é levar o programa a todos os 15 municípios. O governador informou ainda que, na semana que vem será, sancionada uma lei estadual que cria o Instituto de Assistência Técnica de Roraima, para que os agricultores tenham acesso aos programas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), também do MDA.

Perfil de Roraima

Roraima tem hoje mais de 26 mil estabelecimentos da agricultura familiar, que representam 86% dos estabelecimentos rurais e empregam quase 90% da mão de obra do meio rural. Os agricultores familiares do estado são responsáveis por nada menos que 99% da produção de feijão, 92% da de mandioca, 75% das aves, 61% do milho e 57% dos suínos.

Apesar da força dos agricultores familiares na economia local, muitos deles, colonos trazidos de outros estados – do Nordeste, em especial – sonham com a regularização de sua terra. É o caso de seu Francisco Alves, de 57 anos, e sua esposa, dona Oneide, de 52 anos. Eles emigraram do Maranhão e hoje moram no povoado de Piajarani, a cerca de 35 km de Campos Novos.

Seu Francisco já tentou regularizar a situação de sua terra, mas nunca conseguiu o título definitivo. Com a chegada do Terra Legal, suas esperanças foram redobradas. “Para mim é muito importante. Minha terra é pequena, com 21 hectares”, conta ele. Com regularização, o agricultor espera que as políticas públicas do MDA facilitem seu acesso ao crédito, de maneira que possa melhorar sua renda.

Ele, que produz banana e outras frutas, além de feijão, deseja melhorar o transporte de seus produtos. Sem intermediários, seu Francisco quer lucrar mais e melhorar a vida da família, que, além da esposa, inclui seu filho de 17 anos, que ajuda na roça, mas também estuda.

Benefícios

O acesso às outras políticas do MDA é uma das vantagens que a regularização traz, pois muitos dos programas são acessados apenas por quem tem o Documento de Acesso ao Pronaf (DAP), que permite, por exemplo, que o agricultor tome crédito junto ao Programa Nacional de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Com a situação de sua terra regularizada, seu Francisco finalmente terá como aproveitar os programas que o ministério oferece. “A regularização fundiária é o início para que os agricultores possam ter acesso às demais políticas do MDA e do governo federal. Esse é o principal nó da questão. Sem o título o produtor não tem acesso a crédito, assistência técnica, entre outros”, informa a delegada federal do MDA em Roraima, Célia Souza. Para ela, a operação do Terra Legal é um marco no desenvolvimento do estado.

O coordenador do Terra Legal em Roraima, Ivan Oliveira, concorda, e vai além. “Esse programa é o início do desenvolvimento da agricultura familiar no estado”, opina. Ele diz ainda que o desenvolvimento se dará de forma sustentável, pois um dos objetivos é fazer a regularização das terras juntamente com a regularização ambiental. Ivan também acredita, porém, que o desenvolvimento só se consolidará com a chegada das outras políticas do MDA.

O ministro Florence informou que o ministério já está trabalhando para incrementar seus projetos em Roraima. Em entrevista ao programa Bom Dia Roraima, pela manhã, Florence frisou que em 2012, serão investidos R$ 25 milhões do Plano Safra para financiar a produção no estado. Além disso, serão ampliados os recursos destinados ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), assim como serão incrementadas as ações do Pronaf e do Programa Nacional de Alimentação escolar (PNAE).

O ministro frisou ainda a importância da chegada da Rede Brasil Rural a Roraima. A ferramenta do MDA, que começará a funcionar em março, busca baratear os custos dos produtores por meio de compras coletivas na internet, além de criar um canal mais eficiente para que eles vendam seus produtos.

“Com a Rede Brasil Rural, os agricultores terão um forte incremento na comercialização, seja na compra, seja na venda”, afirma. A primeira capacitação de cooperativas e associações de agricultores familiares do estado ocorreu em Boa Vista na sexta-feira passada, com bons resultados. A delegada do MDA informou que representantes de 30 cooperativas foram ao evento. A maioria, contudo, ainda não possui o DAP, situação que o MDA vem revertendo através de mobilizações e divulgação maciça da importância deste documento para facilitar a vida dos agricultores.

Importância da regularização
Manoel Dias Pinheiro, de 64 anos, viúvo e pai de dois filhos adolescentes, testemunha a importância da regularização fundiária. Ele tem os recibos de compra e venda de duas áreas, com cerca de 400 hectares, mas não tem título. O agricultor começou a se preocupar com a situação de sua terra quando esteve gravemente doente, há sete anos. Com o programa Terra Legal Amazônia brotou nele nova esperança. “Meu sonho é documentar minha terra. Assim, se alguma coisa acontecer comigo, meus filhos ficam em segurança”, diz. O agricultor, que já conseguiu crédito do Pronaf para outra área, acredita que as políticas do MDA facilitam sua vida. “Para mim o crédito foi muito importante, fiz um aprisco e investi na cerca, e ainda aumentei a produção. A terra aqui é muito boa”, conta.

O ministro Florence pontua que é para esses agricultores que se destinam as políticas do MDA. Ele lembra que nos últimos oito anos, 36 milhões de brasileiros e brasileiras entraram na chamada nova classe média. Mais importante, 28 milhões deixaram a situação de extrema pobreza. Destes, 4,8 milhões são agricultores familiares. “A agricultura familiar é um pilar que sustenta o projeto de desenvolvimento do país. Ela é fundamental para garantir o alimento de um país que cresce”, afirma Florence.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Agricultores enfrentam dificuldade para escoar a produção em RR

Predomina a produção de frutas e hortaliças na região da Vicinal Eixo. Da via partem estradas que dão acesso a diversas propriedades.


Uma estrada quase intrafegável é a situação enfrentada pelos moradores do Projeto de Assentamento Taboca, que está dividido entre os municípios de Cantá e do Bonfim, na região leste de Roraima. Há diversas localidades ao longo da vicinal afetadas bem como muitas reclamações de quem utiliza as estradas. “Quando chega o período chuvoso é terrível. Não tem como passar”, reclama a professora Edicarla Monteiro.

É da Vicinal Eixo que partem as demais estradas que seguem pela mata e dão acesso a diversas propriedades. Um veículo pequeno não passa pelo lugar e os maiores seguem caminho com dificuldade. Isso porque tem chovido pouco na região. No inverno o acesso fica praticamente impossível.

No decorrer de mais de cem quilômetros existem diversas propriedades rurais e vilas agrícolas. Na região, predomina a produção de frutas e hortaliças vendidas para a capital e para outros municípios do interior do estado. As más condições das estradas, que dificultam o escoamento, preocupam os agricultores.

A Secretaria de Infraestrutura de Roraima informou que já existe um levantamento de custos para a recuperação de 36 quilômetros de estradas rurais na região do Assentamento do Taboca. A previsão é de que os trabalhos comecem em 90 dias.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Planeta Faminto

Com dados tangíveis, o vídeo mostra a evolução da produtividade, destacando a vocação do Brasil para a produção agrícola.




O agricultor brasileiro agora é protagonista do vídeo “Brasil: Um Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira”, cuja finalidade é valorizar seu empenho na busca por fontes renováveis de energia e mostrar à população o quanto eles são indispensáveis para viabilizar o consumo dos alimentos e a vida cotidiana em todo o mundo.
“Por meio do vídeo, quisemos esclarecer o papel do agricultor para a economia, apresentando dados concretos, dos quais os brasileiros devem orgulhar-se”, diz o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF para o Brasil, Maurício Russomanno.
Os dados a que Russomanno se refere são resultantes de uma pesquisa realizada pela BASF, que organizou informações relevantes sobre a evolução da agricultura brasileira na produção de alimentos e sobre o consumo no planeta.
O vídeo, feito em parceria com a agência e21, do Grupo MTCom, foi baseado na versão do filme produzido pela BASF dos Estados Unidos, chamado “One Hungry Planet”. O resultado foi um produto dinâmico, que além de destacar a importância do profissional do campo, divulgou informações indispensáveis sobre a produção e o consumo de alimentos no Brasil e no mundo. “O vídeo mostra o valor do agricultor para a sociedade.
Esse profissional é um apaixonado pela terra e pela natureza, seu trabalho é essencial e deve ser reconhecido pela população”, diz o vicepresidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos para a América Latina, Fundação Espaço ECO e Sustentabilidade Regional, Eduardo Leduc.

O vídeo foi postado no YouTube e as mais de 130 mil visualizações em apenas quatro meses demonstraram duas coisas: que a BASF está no caminho certo e como o marketing viral é uma ferramenta poderosa para propagar boas ações.



O VÍDEO
“Um Planeta Faminto” privilegiou um roteiro com dados oficiais e públicos de instituições renomadas do setor e enfatizou a capacidade nacional para a agricultura.

Desenvolvido em animação contínua, o vídeo tinha o desafio de contar uma história com muitos dados numéricos de uma maneira atraente, rápida e dinâmica. Para chegar ao resultado desejado, foi utilizada a ferramenta Kinetic Typography, que. apresenta os textos de uma maneira expressiva e permite adicionar conteúdo emotivo às palavras.
Alinhada a essa técnica, está uma série de elementos e artes simplificadas, de uso rápido, que complementaram os textos e contribuíram para prender a atenção do espectador.

CONCEITO E CONTEÚDO

Para garantir a veracidade das informações, foram anunciados dados tangíveis e comparações didáticas, como as previsões da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que estimaram um crescimento de 20% na demanda mundial de alimentos nos próximos dez anos.
Um dos registros do vídeo é que nos últimos 35 anos, o Brasil se transformou de importador em um dos maiores exportadores de alimentos, utilizando apenas 9% de seu território. A agricultura familiar também evoluiu: entre 1980 e 2005 a produtividade de hortaliças saltou de 10.905 para 22.503 toneladas por hectare.
Há também informações sobre a contribuição da agricultura brasileira na busca de fontes de energia renováveis. Para se ter uma ideia de seu montante, em 2010, o consumo de etanol de cana-de-açúcar superou o de gasolina e, entre 1975 e 2010, a produção de cana aumentou de 89 para 696 milhões de toneladas, ocupando menos de 1% do território nacional.
Outro dado interessante é que em 1940, um agricultor produzia alimentos para 19 pessoas, em 1970 para 73 pessoas e, em 2010, um agricultor produz alimentos para 155 pessoas, o que mostra que a tecnologia tem contribuído muito para o aumento da produtividade das lavouras.
Esses dados comprovam o motivo de o agronegócio ser responsável pelo superávit na balança comercial, por representar ¼ do PIB brasileiro e ser responsável por 37% da mão de obra empregada.

Curso internacional na Unesp aborda fisiologia e produção de sementes

A Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp e a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais promovem, de 24 a 26 de abril, na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu, o “Curso Internacional de Semente: fisiologia e produção”.
O objetivo do curso é oferecer a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais da indústria de sementes uma atualização sobre o tema, através da apresentação e discussão de técnicas fisiológicas e moleculares atuais para pesquisas e para a determinação da qualidade de sementes.
No curso também serão apresentadas e discutidas técnicas utilizadas para a melhoria na produção quantitativa e qualitativa de sementes.
Todos os temas serão abordados por profissionais com reconhecida competência em suas áreas de atuação, com destaque para o professor J. Derek Bewley, da Universidade de Guelph/Canadá, considerado um dos maiores especialistas da área de sementes no mundo.
Também serão palestrantes do curso o professor Henk W. M. Wilhorst, da Universidade de Wageningen/Holanda, o doutor Peter Toorop, do Jardim Botânico de Kew/Inglaterra, e dois renomados pesquisadores brasileiros: o professor João Nakagawa, da FCA/Unesp e o doutor José de Barros França Neto, da Embrapa Soja.
Mais informações, programação completa e inscrições pelo site: www.fepaf.org.br.

Campanha Sou Agro

O Movimento visa ampliar a percepção da sociedade, de maneira a esclarecer e reduzir o descompasso entre a realidade produtiva atual e as percepções equivocadas sobre o universo agrícola.



O Objetivo é reposicionar a imagem do agronegócio nacional na sociedade brasileira, destacando suas contribuições econômicas, construídas com respeito as agendas social e ambiental. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Unopar oferece mestrado pioneiro em saúde e produção de ruminantes

Para os graduados em Zootecnia, Agronomia, Medicina Veterinária e áreas afins, a Unopar oferece um novo programa de pós-graduação stricto sensu: o mestrado em Saúde e Produção de Ruminantes. O projeto pioneiro no sul do Brasil aprovado pela CAPES/MEC será realizado em associação temporária com o Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e está com inscrições abertas até dia 5 de março para 15 vagas pelo site.
O programa está constituído em duas áreas de concentração, cujos estudos abordarão vários aspectos, como: doenças infectoparasitárias de importância em ruminantes; afecções clínico-cirúrgicas em ruminantes de produção; técnicas de manejo e aspectos nutricionais na criação de ruminantes; e fisiopatologia e biotécnicas da reprodução em ruminantes.
As aulas teóricas e as atividades práticas de pesquisa (dissertação) serão desenvolvidas no Hospital Veterinário nos campi da Unopar em Arapongas e em Londrina, nos laboratórios e áreas experimentais da UEL e também na Fazenda Experimental da Unopar em Tamarana, que já desenvolve experimentos em projetos de fertilização in vitro e de clonagem.
O mestrado terá a participação de 20 doutores com ampla experiência em temas vinculados à Saúde e à Produção de Ruminantes dos quais 8 professores permanentes e 6 colaboradores são integrantes da Unopar e outros 6 estão vinculados à UEL. Denominada solidariedade, essa iniciativa é bem vista pela CAPES/MEC.
De acordo com o docente, Amauri Alfieri, coordenador do Programa Pós-Graduação em Ciência Animal da UEL, a associação de ambas as instituições já realizam trabalhos em parceria, fato que proporciona um incremento qualitativo do conhecimento e o intercâmbio de experiências entre os grupos participantes, apresentando uma tendência de resultados positivos em curto prazo.
Para o professor Hélio Suguimoto, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unopar, a aprovação do projeto é uma excelente notícia que extrapola o meio acadêmico. “A intenção é criar uma área de excelência em ruminantes. O foco é aproximar do setor de produção com um leque de informações na área de sanidade e produção para atender o segmento”, ressalta.
A expectativa da Unopar é produzir conhecimentos que contribuam para melhorar a qualidade da produção de carne e leite no Brasil. “O programa complementará o mestrado em Ciência e Tecnologia do Leite, iniciado em 2007 na instituição, cooperando com toda a cadeia produtiva, desde a criação, produção até a transformação em produto final”, explica. “O desenvolvimento de novas tecnologias pelos pesquisadores trará uma série de benefícios, como processos produtivos mais eficientes, criação de novas técnicas e produtos, bem como inovações em todos os segmentos desta cadeia”, completa Suguimoto.
Serviço
Prazo: inscrições até 5 de março
(43) 3371-7809 / 3371-7810 – posgrad@unopar.br

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Digilab 2.0 é apresentado pela BASF no Show Rural Coopavel


A cada ano o Show Rural Coopavel se consagra em divulgar e consolidar novas soluções para toda a cadeia agrícola. O evento é uma das mais importantes vitrines tecnológicas da agropecuária nacional. Participante desde a primeira edição, a BASF apresentará este ano o Digilab 2.0 e a sua versão para smartphone, além do já consagrado Sistema AgCelence Soja Produtividade Top, e o novo fungicida para a cultura do milho, Abacus HC.
Em sua 24ª edição, a feira será realizada entre os dias 6 e 10 de fevereiro em Cascavel, no oeste paranaense. Seu objetivo é apresentar ao produtor rural informações tecnológicas, soluções e orientações que o auxiliem no aumento de produtividade e rentabilidade. Este ano são esperados mais de 180 mil visitantes, de todo o Brasil e do exterior.
O Digilab 2.0
O Digilab é um serviço portátil de assistência técnica e diagnóstico preciso de doenças, pragas e plantas daninhas, que permite a rápida identificação de sintomas iniciais em diferentes tipos de cultivo. Ou seja, é uma importante ferramenta para auxiliar o produtor a escolher de maneira mais assertiva e rápida o procedimento adequado de prevenção ou combate. O serviço é composto por um microscópio digital, capaz de aumentar a imagem em até 200 vezes e um software, no qual um banco de dados e imagens das principais doenças nos cultivos agrícolas está disponível. Desta forma, os usuários podem compartilhar imagens e esclarecer dúvidas, bem como receber diagnósticos de profissionais habilitados em um formato exclusivo de assistência técnica virtual.
A versão 2.0 do Digilab, que será demonstrada durante o evento, é uma evolução da versão anterior, já que oferece ainda mais agilidade e assertividade no diagnóstico de alvos no campo, por meio de um sistema de navegação mais intuitivo, de fácil manuseio e que permite a troca completa de informações. Seu software é compatível com quase todos os sistemas operacionais e as informações são mais personalizadas, atendendo às necessidades específicas de cada usuário.
Outra novidade é a presença de GPS acoplado ao hardware do equipamento, que possibilitará o georreferenciamento de uma determinada praga ou doença. Esse tipo de informação, posteriormente, vai gerar um mapa completo de ocorrências.
Além disso, será apresentada uma versão mobile do Digilab 2.0, que possibilitará aos usuários fotografarem pragas, doenças e plantas daninhas por meio do telefone celular, obtendo respostas automáticas de possíveis diagnósticos da propriedade. Em breve este serviço estará disponível aos usuários de smartphones.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Governo distribui calcário para produtores que vão cultivar dendê em Rorainópolis

Quarenta e cinco agricultores de vicinais próximas à Vila do Equador, no município de Rorainópolis, receberam nesta quinta-feira (2) 115 toneladas de calcário doadas pelo Governo do Estado para corrigir as terras que serão utilizadas por estes pequenos produtores para a produção de dendê. Dez caminhões da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) levaram o calcário diretamente para as áreas que já estão gradeadas e prontas para receber o insumo. Ao todo serão distribuídas 200 toneladas.

A ação foi feita em conjunto com a empresa gaúcha Palmaplan Agroindustrial Ltda. O grupo está instalado há três anos na região com a intenção de cultivar o dendê. Os agricultores contemplados com o calcário vão plantar até dez hectares da cultura em conjunto com a empresa. O acordo prevê a compra pela empresa de toda a produção originária dos cooperativados.

O agricultor Adão Luiz Vieira da Silva, morador da vicinal 16, vai ser um dos contemplados com o plantio do dendê. Ele vai cultivar dez hectares e tem esperança de que o rendimento será melhor do que o de outras culturas que sempre plantou.

“Estamos com muita esperança de que o dendê nos traga um retorno que nunca tivemos com outras culturas. Os incentivos e a assistência técnica serão dados e temos que cuidar bem do plantio para que o resultado venha como esperamos”, adiantou.

O vice-governador e secretário de Agricultura, Chico Rodrigues, ressaltou que o calcário é um insumo básico para a correção do solo. Ele garantiu que todos os agricultores que fazem parte do Projeto Dendê na região Sul vão receber total apoio e assistência técnica, tanto do Governo do Estado quanto da empresa pioneira no plantio em Roraima.

“Estamos cientes de que este Projeto Dendê será uma saída econômica e social para esta região. Os agricultores terão garantia da assistência técnica e a comercialização do dendê. É uma cultura nova em Roraima, mas as experiências são gratificantes”, explicou.

Chico Rodrigues destacou o esforço conjunto do Governo do Estado, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no sentido de expedir as declarações de aptidões (Daps) ao Programa Nacional da Agricultura Familiar para que os produtores possam conseguir acesso ao financiamento.

“Vamos formar uma força tarefa envolvendo os nossos técnicos e os profissionais do Incra para que as Daps possam ser emitidas de forma mais ágil, no sentido de fazer o agricultor ter acesso ao financiamento para melhorar sua produção”, concluiu Chico.

A delegada do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Roraima, Célia Regina, destacou a importância do Projeto Dendê para os agricultores familiares. Ela enfatizou que é uma prioridade do governo federal incentivar a produção desse fruto na região Norte, especialmente com o envolvimento da agricultura familiar.

“Este é um investimento rentável que é uma prioridade do governo federal, porque envolve o pequeno agricultor que vai utilizar áreas já degradadas para melhorar o rendimento de sua família”, argumentou.

Empresa vai investir R$ 200 milhões no cultivo e esmagamento do dendê
Hoje, a Palmaplan já tem 400 hectares de dendê cultivados na região Sul de Roraima. A meta pra 2012 é plantar outros 1.200 hectares, sendo 400 na parceria com os agricultores cooperados e outros 800 hectares com recursos da própria empresa.

O empresário Alexandre Borba, gerente da Palmaplan, anunciou que o investimento feito na região para o cultivo do dendê chegará à cifra dos R$ 200 milhões, cuja aplicação prevê a instalação de uma fábrica de esmagamento do dendê. De acordo com os investidores, cerca de dois mil empregos serão gerados nos próximos anos.

Ele explicou que o agricultor terá um rendimento satisfatório a partir do início da colheita que se inicia em três anos e terá a garantia total da comercialização.

“O nosso grande desafio ainda está no convencimento dos agricultores no cultivo do dendê que é algo novo para muitos. Aos poucos vamos quebrando as barreiras. O cultivo é rentável e vai gerar muita renda e empregos nos próximos anos em Rorainópolis”, afirmou.

O óleo extraído da polpa da palmeira do dendê é utilizado na alimentação, como o azeite. Já o óleo de palmiste, extraído da semente, serve às indústrias oleoquímicas e de cosméticos, entre outras.

O gerente da Palmaplan disse que no Brasil a produção é de 220 mil toneladas de óleo de palma. É uma produção baixa, assim como a área plantada, mas com uma imensa perspectiva de crescimento.

“Os três maiores produtores de óleo de palma no mundo são: Indonésia, Malásia e Tailândia - localizados ao sudeste da Ásia. Juntos, os três países são responsáveis por cerca de 90% de óleo de dendê do cenário mundial. A demanda de biocombustíveis no mundo inteiro é crescente e queremos ganhar este mercado”, concluiu.

Novo secretário de Agricultura estipula metas e fala em duplicar produção

Reuniões seguidas marcaram as primeiras horas do vice-governador, Chico Rodrigues, no cargo de secretário de Estado da Agricultura. O primeiro encontro ocorreu ainda na noite desta terça-feira (31), quando o novo titular da pasta reuniu o secretário adjunto, Rodolfo Pereira e todos os diretores dos departamentos do órgão.

Em pauta, a discussão dos projetos e programas em andamento na agricultura e as ações e metas para os próximos anos.

Uma das metas será o aumento do número de Declarações de Aptidões ao Programa Nacional da Agricultura Famílias (Daps), para que o pequeno produtor tenha acesso ao financiamento e desta forma aumente a produção de frutas, grãos e demais alimentos que são oriundos da agricultura família. Ele ressaltou que uma das prioridades será setorizar os investimentos por cada região do estado.

“Cada região do estado tem uma potencialidade e vamos buscar investir em cima deste perfil. A liberação do maior número de Daps possíveis terá uma importância enorme na economia do Estado porque vai gerar renda e emprego para muitas famílias”, esclareceu Chico.

O secretário também recebeu informações detalhadas sobre as feiras livres que são de responsabilidade do governo do Estado e garantiu que vai trabalhar para melhorar as condições destes prédios no sentido de atender com mais eficiência aos feirantes e consumidores.

Chico Rodrigues também fez questão de ressaltar que a meta do Governo do Estado é duplicar a produção de grãos nos próximos três anos. Ele pediu união dos pequenos e grandes empresários do setor agrícola para alcançar a meta.

Nesta quarta-feira outra reunião desta feita com o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Luiz Carlos, a delegada do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Roraima, Célia Regina Maciel e o representante do programa Roraima Legal, Ivan Luís de Oliveira, além do secretário Adjunto de Agricultura, Rodolfo Pereira. A ideia do secretário é nivelar as ações da Seapa com as demais organizações do setor agrícola para que as ações tenham um efeito imediato.