terça-feira, 25 de outubro de 2011

Livro recém-lançado aborda biologia e manejo de plantas daninhas


Acaba de ser lançado com o apoio da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) e da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG) o livro “Biologia e Manejo de Plantas Daninhas”, obra destinada aos acadêmicos de graduação em Agronomia e dos diversos programas de pós-graduação relacionados à área. De autoria dos pesquisadores Rubem Silvério de Oliveira Junior e Jamil Constantin, da UEM (Universidade Estadual de Maringá), e Miriam Hiroko Inoue, da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso), o livro visa oferecer subsídios para a discussão aprofundada dos principais aspectos da área de Ciência das Plantas Daninhas, segundo nota dos autores.

Em 12 capítulos, são abordados aspectos importantes relacionados aos conceitos básicos ligados à multiplicação, ao estabelecimento, à classificação e às principais características das plantas daninhas, assim como aos efeitos dessas sobre as espécies de interesse econômico. A obra também discute os principais métodos de manejo e estratégias alternativas relacionadas ao controle biológico e à alelopatia. Conceitos básicos relacionados ao controle químico das plantas daninhas são introduzidos e as principais formas de classificação dos herbicidas, com ênfase nos mecanismos de ação, são discutidas.

Ainda segundo informações reunidas no prefácio, a temática relacionada aos herbicidas é aprofundada, discutindo-se como esses são absorvidos, translocados e como controlam as plantas daninhas de forma seletiva. “Finalmente são discutidos os temas relacionados ao desenvolvimento e diagnóstico da resistência de plantas daninhas aos herbicidas e ao destino destas moléculas no solo e no ambiente”.

Embrapa Milho e Sorgo contribui com conhecimento

O pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, das áreas de Sistemas de Produção e Meio Ambiente da Embrapa Milho e Sorgo, é autor de dois capítulos: “Biologia de plantas daninhas” e “Comportamento de herbicidas no ambiente”. Em conjunto com o pesquisador Alexandre Magno Brighenti dos Santos, da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG), o primeiro capítulo discorre, entre outros aspectos, sobre a origem e a evolução das plantas daninhas, aspectos positivos e negativos, propagação e efeitos das plantas daninhas sobre as culturas. Já o segundo – “Comportamento de herbicidas no ambiente” – aborda as propriedades físico-químicas dos herbicidas, as interações entre os fatores ambientais e esses produtos, além das consequências agronômicas e ambientais.

Democratização do conhecimento – A publicação tem acesso livre desde setembro deste ano. Segundo nota da editora, o conteúdo integral será disponibilizado livremente na internet para que qualquer interessado possa consultar, ler, copiar ou distribuir. “A filosofia de acesso livre visa fundamentalmente universalizar e democratizar o acesso ao conhecimento científico. Para os autores, esta é a maneira mais eficiente de dar ampla visibilidade ao seu trabalho de pesquisa. Além da disponibilização permanente na internet, a Editora disponibiliza uma pequena tiragem da versão impressa”. Acesse http://omnipax.com.br/site/?page_id=108 e tenha acesso tanto aos capítulos quanto ao livro completo.

Foto: Divulgação

Guilherme Viana
Embrapa Milho e Sorgo
(31) 3027-1272

sábado, 22 de outubro de 2011

Dep Aldo Rebelo explica repercussão sobre o novo Código Florestal

Em palestra realizada em Porto Alegre  nesta quinta-feira (19), no encontro das Mulheres Trabalhadoras Rurais e Urbanas da CTB, o Deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do novo Código Florestal, fez revelações estarrecedoras a respeito do lobby mundial com o objetivo de prejudicar o futuro da agricultura brasileira, com o tema “Código Florestal e Desenvolvimento Nacional”.

"Acabamos há pouco tempo de modificar o Código Penal, passamos por Reformas Tributárias, que é algo muito sensível, por envolver quem paga ou não impostos no Brasil. E nenhuma dessas leis teve a repercussão do debate sobre o Código Florestal. Até artistas da TV Globo e celebridades estão em Brasília pressionando para que não mude o Código Florestal, o que demonstra como esse assunto mexe com interesses. Por que ele se tornou um divisor de águas tão importante?", questionou o deputado. "Porque muito mais do que definir mata ciliar, reserva legal, esse Código Florestal está definindo se o Brasil tem autonomia para usar o seu território e as suas reservas naturais e os seus recursos hídricos em benefício do seu povo. Ou se o ouso desse bem nacional vai estar subordinado aos interesses externos, daqueles que concorrem com o Brasil na produção de alimentos, que concorrem na produção de minérios e daqueles que concorrem com o Brasil no comércio internacional agrícola".


Aldo Rebelo informou que, no trajeto para Porto Alegre, leu nos jornais que o Congresso dos Estados Unidos havia liberado subsídios para a sua agricultura. “O agricultor norte-americano se tornou um funcionário público. A renda dele não depende do que plantou, mas do Tesouro dos EUA, que paga pelo que ele produz.”


"O Brasil incomoda muito, porque é um grande produtor de soja, carne bovina, suína, de frango e concorre com produtores internacionais. O país que produz alimentos é uma potência muito mais respeitada do que aquele que tem os seus quartéis cheios de armas. O mundo já passou por muitas fomes. O país que não é produtor de alimentos, pode ter a riqueza que tiver, mas não será uma potência".


Como exemplo, Aldo lembrou que durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto Londres era bombardeada pelos alemães, a Marinha da Inglaterra estava na Atlântico Sul dando proteção aos navios argentinos que embarcavam alimentos para a Europa.


"A produção de alimentos não é importante apenas para o Brasil, mas para todo o mundo. Hoje, somos o quarto país produtor do mundo, mas seremos o primeiro. E o Código Florestal foi uma forma que encontraram de travar uma guerra contra a agricultura brasileira, inviabilizando áreas das mais nobres para a produção, criando tributos contra o produtor do país, porque confiscam parte das suas áreas mais nobres para a produção. Não há nenhum país do mundo que tenha reserva legal na propriedade. Nenhum! Será que todos os países do mundo são inimigos do meio ambiente? Não são. Mas nenhum deles criou a reserva legal na propriedade. No entanto, exigem que haja uma reserva legal de 80% da Amazônia. E por que exigem isso? Porque nenhuma legislação do mundo tratou disso. Só aqui no Brasil. O estado do Amapá tem 79% seu território ocupado por parques nacionais. Resta cerca de 21% para produzir alimentos. Roraima tem 68% de áreas públicas. Como podem nos acusar de não cuidar do nosso meio ambiente?",  cobrou Aldo Rebelo.


"O meio ambiente é importante para o bem estar material e espiritual da sociedade. Não temos dúvida disso porque somos o país que mais protege o meio ambiente no mundo. Mas o Brasil tem uma grande responsabilidade e o governo e a população precisam ter consciência da necessidade de defender a agricultura e a produção de alimentos do país. Ninguém pode brincar com isso, não. A única coisa que as pessoas compram todo o dia é comida. O que pesa no bolso do pobre é a comida. É onde ele gasta a maior parte do que ganha. E isso é uma coisa muito séria. Moradores do Jardim Paulista, da Vieira Souto, artistas da Rede Globo podem brincar com isso. Mas o governo e o Congresso, não".

Fonte: Emanuel de Mattos - CTB-RS

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Livro lançado por pesquisadores da Unesp destaca inovações em proteção de plantas


Inovações em proteção de plantas, permeando áreas como tecnologia de aplicação de defensivos, entomologia, fitopatologia e nematologia, são o foco do livro Avanços em Fitossanidade, lançado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Destinado a estudantes, professores, pesquisadores e profissionais atuantes e interessados na área de defesa fitossanitária, a publicação tem como objetivo a divulgação dos temas abordados durante a segunda edição do Simpósio de Proteção de Plantas (Simprot), realizado em abril de 2011 na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp.

Segundo o professor Edson Luiz Lopes Baldin, do Departamento de Produção Vegetal – Defesa Fitossanitária da FCA-Unesp e organizador da publicação ao lado de alunos da pós-graduação da universidade, o livro conta com 11 capítulos, nos quais são apresentados trabalhos relacionados aos temas abordados nas palestras e mesas-redondas do Simprot.

Segundo Baldin, que coordenou recentemente o projeto de pesquisa “Resistência de genótipos de eucalipto ao psilideo-de-concha glycaspis brimblecombei moore”, apoiado pela FAPESP, a proposta do livro é apresentar técnicas que permitam gerar avanços no setor agrícola e disseminar o conhecimento sobre o manejo dos problemas associados a pragas e doenças.

“A ideia foi permitir aos pesquisadores um espaço para que pudessem abordar de forma mais abrangente o tema de suas palestras e, dessa forma, disponibilizar informações mais completas, o que, às vezes, não é possível executar em 40 minutos”, disse à Agência FAPESP.

Entre os destaques do livro está o greening, doença que afeta citriculturas em todo o mundo e que é um problema de resolução em longo prazo. Causada pela bactéria Candidatus liberibacter spp, sua ocorrência foi descrita pela primeira vez no Estado de São Paulo em março de 2004, na região de Araraquara. Atualmente, atinge mais de 250 municípios de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

No livro, os pesquisadores responsáveis pelos estudos discorrem sobre a adoção de medidas legais, tais como a utilização de mudas certificadas e a eliminação de plantas afetadas, além de novas técnicas de manejo visando conter o avanço do greening no país.

A publicação também traz inovações em técnicas de fitossanidade como, por exemplo, o uso de assistência de ar nas pulverizações agrícolas, de acordo com as condições ambientais do país, e o uso da ferramenta electrical penetration graph (EPG) para estudar o comportamento alimentar de insetos sugadores.

Há também um capítulo dedicado às informações sobre o controle biológico de fitonematoides, de forma a evitar danos ao meio ambiente e à saúde humana, e outro sobre epidemiologia e controle do begomovírus, transmitido pela mosca branca e que atinge, principalmente, os feijoeiros.

“Devido à grande presença da agricultura no Brasil, a cada ano deparamos com novos problemas de fitossanidade. E isso torna muito promissora essa área no país”, afirmou Baldin.

Avanços em Fitossanidade contempla também textos sobre a ferrugem asiática da soja, que tem afetado lavouras brasileiras há cerca de uma década, e plantas daninhas em cana-de-açúcar, que interferem de modo a reduzir a produtividade e a qualidade nas plantações.

Avanços em Fitossanidade
Organizador: Edson Luiz Lopes Baldin
Lançamento: 2011
Preço: R$ 30
Páginas: 163
Mais informações: http://www.fepaf.org.br/, (14) 3882 -6300 (ramal 3) ou publicacoes@fepaf.org.br.

 
Mônica Pileggi
Agência FAPESP
agencia@fapesp.br

terça-feira, 11 de outubro de 2011

118 mil doses de vacina contra febre aftosa são apreendidas



Técnicos da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aderr) flagraram logo no início da campanha de vacinação contra a febre aftosa 118 mil doses fora das condições de conservação. As vacinas seriam utilizadas em animais do município de Caroebe, no sul do Estado. Além de perder a eficácia, o produto fora da temperatura correta pode ocasionar reações colaterais aos animais.

O procedimento de praxe durante a vacinação contra aftosa é que a agência seja comunicada sobre a data e a hora da chegada das vacinas no momento da aquisição das doses. Um técnico é enviado para deslacrar as embalagens e aferir a temperatura e as condições de transporte.

Neste caso, no município de Caroebe, foi comunicada a chegada das vacinas para o primeiro dia de outubro. Quando a fiscal responsável realizou o procedimento, constatou que o gelo da caixa de isopor onde as vacinas estavam acondicionadas havia derretido e o material já havia superado a temperatura adequada, entre 2ºC e 8ºC. O material foi recolhido e será encaminhado para o Ministério da Agricultura, onde deve ser descartado.

Há uma resistência por parte de produtores de todo o Brasil em realizar a vacinação contra a febre aftosa, conforme explicou o diretor de defesa animal da Aderr, Sylvio Botelho, por conta das reações vacinais nos animais. Em situações normais, podem surgir caroços rígidos de no máximo 5 centímetros de diâmetro. Já no caso da vacina mal conservada ou da aplicação sem observância das condições de higiene adequadas, o que era para ser um simples caroço pode se tornar um abscesso que pode chegar ao tamanho de uma laranja.

Conforme explicou o diretor, cuidados simples no momento da aplicação podem minimizar estes efeitos. O animal deve ser bem contido para facilitar o serviço da vacinação e, além disso, o local deve estar limpo e o material usado durante a aplicação deve ser esterilizado. “Os efeitos colaterais são mínimos e só ocorrem se houver problemas na conservação ou na aplicação”, pontuou.

No momento do transporte, é necessário que as vacinas sejam armazenadas em caixas de isopor contendo um terço de vacina para cada dois terços de gelo.

A febre aftosa é uma doença contagiosa caracterizada por febre e lesões vesiculares que ao se romperem formam úlceras na boca, focinho, tetas e nos cascos. Ela ataca espécies animais de casco bipartido, como bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos, entre outros. “A única forma de proteger o animal contra a doença é a vacinação. A expectativa é imunizar 700 animas em Roraima”.

ESTOQUE - Pelo menos 14 estabelecimentos comerciais, sendo seis no sul do Estado e oito na capital, estão cadastrados para comercializar a vacina. Até ontem havia 480 mil doses disponíveis no mercado. Somente na primeira semana, mais de 100 mil doses foram vendidas, ao preço médio de R$ 1,80.

Estes estabelecimentos passam por fiscalizações diárias e precisam obedecer a critérios como possuir uma geladeira apropriada para vacinas, onde não podem ser acondicionados outros produtos. Estes estabelecimentos passam por um acompanhamento diário das temperaturas máximas e mínimas. Os estabelecimentos precisam ter um estabilizador ou gerador de energia para o caso de uma possível queda de energia. 

Pecuarista precisa discriminar corretamente o rebanho
 Após vacinar o rebanho, o pecuarista tem até o dia 15 de novembro para procurar um dos escritórios da Aderr para registrarem a vacina, com a nota fiscal da compra. Neste momento, é importante que o pecuarista faça a estratificação do rebanho, discriminada minuciosamente por espécie, idade e sexo, e todas as informações necessárias para identificação do rebanho.

O registro da vacinação é requisito necessário para aquisição da Guia de Transporte Animal (GTA). Este documento é obrigatório para movimentação dos animais.

Conforme explicou o diretor de defesa animal da Aderr, Sylvio Botelho, muitos produtores não são fiéis nas informações prestadas neste momento, o que dificulta um mapeamento concreto do rebanho no Estado.

Isto dificulta inclusive a elaboração de planos de ação em caso de possíveis infestações. “Realizamos fiscalizações periódicas e o pecuarista que prestar informações inverídicas está sujeito à multa”, frisou.

A primeira etapa foi realizada em abril e a intenção era atingir 80% do rebanho. Para a segunda etapa, que vai até o dia 31 de outubro, a meta é vacinar 100% do rebanho, o equivalente a 700 mil animais. O último foco de aftosa em Roraima ocorreu no ano de 2001, em Caroebe.

Os pecuaristas que não vacinarem o rebanho no prazo estarão sujeitos à multa no valor de R$ 919,88, mais R$ 51,92 por animal não vacinado. Os que não registrarem a vacinação estarão sujeitos à multa no valor de R$ 919,88, mais R$ 20,77 por animal não vacinado. No caso de reincidência, os valores estipulados são dobrados.
 

PARABÉNS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS

O feriado dessa quarta-feira (12) de outubro, tão conhecido pro ser o dia consagrado à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida e dia da criança, é um marco para todos os profissionais da Agronomia, pois o dia do Agrônomo é também comemorado nesta data por causa da primeira regulamentação da profissão, que aconteceu em 12 de outubro de 1933. Data para reconhecer o trabalho destes profissionais que tanto colaboram para o desenvolvimento de nosso país, e para a qualidade de vida da população.
Apesar de ser Agronomia o conjunto das ciências e dos princípios que regem a prática da agricultura, o profissional de Agronomia, cujo título é de engenheiro agrônomo, tem uma profissão com amplas possibilidades não só na área de Agricultura, no setor rural, como também no urbano.
O Agrônomo é o profissional que estuda, planeja e supervisiona a aplicação de princípios e processos básicos da produção agrícola, combinando conhecimentos de biologia, química e física aos estudos específicos sobre o solo, clima, culturas e rebanhos, envolvendo um campo bem diversificado. O constante crescimento do agronegócio na economia brasileira, responsável pelo aumento das exportações e dos empregos no Brasil, tem valorizado e muito o trabalho do agrônomo. O mercado encontra-se em alta, graças a esse avanço do agronegócio brasileiro no cenário internacional. Devido a isso, atividades ligadas às ciências agrárias se multiplicaram, como a medicina veterinária, a engenharia ambiental a florestal e a zootecnia. Desta forma, áreas como a pesquisa de transgênicos e a biotecnologia oferecem muitas oportunidades, tal qual para os zootecnistas, que atuam no campo de melhoramento genético e na pesquisa de novas rações para animais, tendo em vista uma melhor produtividade das espécies.
Para exercer essa profissão, é necessário ter um bom trato com os números, ser curioso, gostar de atividades ao ar livre e de tecnologia e, além disso, ter disposição para enfrentar o trabalho inclusive no mau tempo, pois o agrônomo pode atuar em fazendas e cooperativas do setor agrícola e de produtos animais e, mesmo atuando em empresas; indústrias; instituições de ensino, pesquisa e/ou financeiras que tenham negócios ligados à atividade rural, o trabalho vai exigir dele o contato diretamente ligado ao campo.
Este profissional:
• Estuda, pesquisa e aperfeiçoa a evolução genética das espécies vegetais, e pesquisa as enfermidades e as plantas em geral.
• Faz investigações sobre cultivos agrícolas e pastagens, e elabora novos métodos de produção ou aperfeiçoa os já existentes.
• Orienta a técnica agrícola: semeadura, plantio, adubação, melhoramento e aumento das espécies vegetais, colheita, armazenamento, combate às pragas, rendimento de produtos, reflorestamento, processos de irrigação e drenagem, regulagem das águas por meio de diques, barragens e canais.
• Orienta e estuda a qualidade e o tratamento do solo.
• Planeja a execução de construções rurais (edifícios agrícolas) e instalações de indústrias rurais.
• Estuda métodos de prevenção de doenças das plantas.
• Observa a adaptação dos cultivos às diferentes terras e climas.
• Colabora com outros técnicos na construção de estradas e vias rurais.
Além de todas essas funções, o agrônomo precisa se adaptar às novas tecnologias, ter preocupação ecológica e responsabilidade social. Ele pode trabalhar em várias áreas, como em propriedades rurais (sítios, chácaras e fazendas), laboratórios e institutos de experimentação, indústrias (de fertilizantes, de ferro, couro, bebidas, alimentícias, farmacêuticas, extrativas), bancos e instituições de financiamento e investimento, Serviço Público, instituições científicas, de pesquisa, de consultoria, e curso superior (com pós-graduação).
O curso de Agronomia dura cinco anos. O currículo dá ênfase a disciplinas como biologia, matemática, química, física, genética, sociologia, economia. O estágio é obrigatório. Os ganhos de um engenheiro agrônomo, de acordo com o piso sugerido pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) do Rio de Janeiro são de dez salários mínimos. Mas quem tem cinco anos de experiência nesta carreira ganha, em média, de 15 a 17 salários mínimos.
Dentro dessas características da profissão, o Engenheiro Agrônomo pode desempenhar suas atribuições em estabelecimentos públicos ou privados, como empregado, empregador ou autônomo, em atividades de pesquisa, administração e planejamento, análise de projetos, assistência técnica, transferência de tecnologia, perícias e vistorias, gerenciamento de projetos e propriedades agropecuárias, engenharia rural, defesa sanitária, comercialização, crédito rural e outras.
Parabéns EGENHEIROS AGRONOMOS cada vez mais ajudando o Brasil a alimentar o mundo.

Syngenta abre inscrições para Programa de Estágio 2012

A Syngenta está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2012. O processo seletivo é destinado a estudantes de cursos técnicos (3 vagas) e superiores (12 vagas), e será realizado na cidade de Paulínea, interior de São Paulo. A data limite para os candidatos se inscreverem é 23 de outubro.
O programa terá início em fevereiro de 2012, com carga horária de 30 horas semanais e jornada diária que vai das 8h às 15h. Além da bolsa-auxílio, participantes receberão benefícios como assistência médica e odontológica, seguro de vida e refeição no local.
“Procuramos pessoas dinâmicas, que demonstrem vontade de crescimento profissional, tenham boa comunicação e apliquem os conhecimentos aprendidos, contribuindo com novas ideias”, explica Eduardo Morini, gerente de Recursos Humanos da Syngenta, responsável pelo Programa de Estágio em Paulínea.
Podem se inscrever no programa estudantes de nível técnico – cursos de Química, Plásticos, Petroquímica e Bioquímica – e superior – cursos de Administração de Empresas, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Química e Engenharia (Ambiental, Bioquímica, Civil, Mecânica, Mecatrônica, Produção e Química).
Os interessados devem residir na cidade de Paulínea ou Campinas, e fazer sua inscrição pelo site da Foco Talentos (www.focotalentos.com.br/syngenta2012).
Foto: Divulgação Syngenta.com

Andréa Gouveia
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sábado, 8 de outubro de 2011

Cartilhas gratuitas sobre árvores frutíferas



Novas publicações prometem orientar os pequenos produtores sobre como trabalhar com determinadas técnicas de manejo na fruticultura. As cartilhas “Poda de Árvores Frutíferas” e “Propagação de Árvores Frutíferas” foram lançadas pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/Esalq) no último mês de agosto e abordam assuntos como de que jeito deve ser conduzida a poda e quais as vantagens de se utilizar a propagação de árvores. As publicações podem ser encontradas gratuitamente no site da Esalq e na Casa do Produtor Rural.
Segundo João Scarpare, professor associado do Departamento de Produção Vegetal da USP/Esalq, a ideia da publicação das cartilhas surgiu das demandas existentes na Casa do Produtor Rural, uma entidade de futura extensão da faculdade. De acordo com ele, havia muita demanda por informações sobre podas de árvores frutíferas e propagação de plantas.
— O objetivo das publicações é direcionar todas as pesquisas relacionadas e desenvolvidas na Esalq ao pequeno produtor. Portanto, pensamos em fazer uma apostila direcionada para o pequeno produtor, com exemplos e explicações sobre a parte teórica da poda de árvores frutíferas — afirma o professor.
Nessas publicações, ele conta que são definidos aspectos teóricos, como por exemplo, o que é a poda, quais são os objetivos que devem ser alcançados, como deve ser conduzida, a época em que deve ser feita e as especificidades de cada cultura.
— No caso da propagação, definimos quais são os métodos para fazer a propagação, quais são as vantagens de se utilizar a propagação, por que se utiliza a propagação para determinadas espécies e damos alguns exemplos da propagação da produção de mudas de algumas espécies frutíferas — conta Scarpare.
O professor diz que foram feitas 2000 cópias de cada cartilha e que a distribuição é gratuita. Para adquiri-las, o produtor deve se direcionar à Casa do Produtor Rural ou acessar o site da Esalq através do link www.esalq.usp.br. Na página principal, ele irá encontrar um link que direciona para o serviço de cultura e extensão, onde está locada a Casa do Produtor Rural e as cartilhas online.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Rede Virtual de Forrageiras Tropicais entra em ação

Um espaço virtual destinado à disseminação de informações troca de conhecimentos e interações sobre as forrageiras tropicais lançadas pela Embrapa Gado de Corte, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, esse é objetivo principal da Rede Virtual de Forrageiras Tropicais, recém-inaugurada pela Empresa.
A Rede (http://moodle.cnpgc.embrapa.br/login/index.php) está estruturada na plataforma Moodle (Modular Object Oriented Distance Learning), um sistema de gerenciamento para criação de cursos on-line. Esses sistemas são também chamados de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) ou de Learning Management System (LMS), que comportam uma espécie de arquitetura colaborativa do conhecimento, onde, a partir de diversas ferramentas, cada usuário pode construir e multiplicar suas informações quase sem limites.
Tal projeto é possível, pois aliada à plataforma AVA, a Rede traz como princípio duas ideias que a orientam: a teoria construtivista que parte da ideia de que o desenvolvimento da inteligência está ligado à interação entre indivíduos e meio. E a noção de inteligência coletiva, cunhada por Pierri Lévy, que justifica a interconexão de indivíduos em comunidades virtuais como um novo momento na criação de conhecimento.
A partir dos dois pilares, a Rede procura possibilitar a troca de informação com a disponibilização de um fórum para a inserção de experiências, que acabe se tornando referência em informações da web para cada forrageira. "O grande mote é a interatividade. Por meio dela os participantes terão acesso a “chats” específicos com técnicos da Embrapa podendo assim conversar e aprender com os pesquisadores num ambiente de aprendizagem interativo e dinâmico", destaca um dos idealizadores do projeto, Luiz Leal, analista de comunicação estratégica da Empresa, com mestrado em Ciência da Informação.
O projeto busca aproximar cada vez mais instituições de pesquisa, como a Embrapa, do público em geral. É uma forma inovadora de transferir tecnologia levando aos produtores, empresários e estudantes a oportunidade de conhecer melhor as formas de manejo de cada forrageira e auxiliá-los de maneira mais adequada naquilo que diz respeito à eficiência da produção agropecuária.
Como a Embrapa defende o conhecimento como um bem de domínio público a rede está fundamentada em software livre e, portanto, é um instrumento aberto aos usuários sem finalidade comercial.
Transmissão - Durante o lançamento da Rede na Unidade da Gado de Corte a interatividade foi posta em prática. Na ocasião, os internautas puderam acompanhar a cerimônia ao vivo pela internet através do recurso streaming, o mesmo utilizado no site Youtube. Além da transmissão o evento também foi veiculado no Twitter da Gado de Corte (@gadodecorte) e Facebook. A integração com as redes sociais é uma das bandeiras da Rede, que investe no potencial de distribuição de conteúdo dessas mídias para proporcionar maior acesso a informação.

Dalízia Aguiar
Embrapa Gado de Corte
(67) 3368-2144
dalizia@cnpgc.embrapa.br

Embrapa publica manuais de equipamentos para pequeno produtor

A Embrapa Arroz e Feijão concluiu a edição de dois manuais para montagem de seis máquinas destinadas à agricultura familiar, desenvolvidas pela equipe de mecanização da Empresa, composta por José Geraldo da Silva (pesquisador), Márcia Gonzaga de Castro (analista), Eli Gonçalves, Wanderley Gomes Neto e Aparecido Tomas (assistentes). São três trilhadoras e três abanadoras para uso em lavouras comunitárias ou de pequenos produtores de arroz, feijão, milho e outros grãos. Antes da elaboração dos manuais, os equipamentos foram validados em cinco Dias de Campo em cidades do interior do Estado de Goiás, realizados em parceria com a Emater-GO. As máquinas foram testadas, analisadas e discutidas entre técnicos, agricultores e os coordenadores dos eventos e os resultados da validação foram apresentados no VII Congresso Brasileiro de Arroz Irrigado, CBAI, em agosto desse ano. Os manuais são didáticos, de fácil compreensão, com todos os passos para a fabricação dos equipamentos, a baixo custo e com rapidez.
As publicações estão disponíveis para toda a comunidade rural brasileira e podem ser solicitadas junto à engenheira agrícola Márcia Gonzaga, por e-mail: marciagonzaga@cnpaf.embrapa.br ou por telefone: (62) 3533.2171. As instituições públicas e privadas, de ensino ou extensão rural, associações e cooperativas que desejem obter o material ou receber treinamento sobre a produção dos equipamentos, da mesma forma, devem procurar a analista por esses contatos. Criada a demanda, será desenvolvido projeto, visando a capacitar os técnicos interessados, preparando-os para atender aos produtores rurais e demais atores que se interessem pela fabricação das máquinas.
Foto: Assessoria de Imprensa Embrapa Arroz e Feijão

Henrique de Oliveira
Embrapa Arroz e Feijão
(62) 3533-2108
henrique@cnpaf.embrapa.br

Código Florestal: parlamentares da Amazônia defendem maior autonomia para os estados

Com o objetivo de debater os impactos de um novo Código Florestal sobre a Amazônia, o Senado realizou nesta quinta-feira (29) uma audiência com parlamentares da região. Para a maioria dos presentes, os estados deveriam ter mais autonomia para legislar sobre o assunto - em contraste com o que foi ressaltado na audiência sobre o tema do último dia 13. Além disso, vários deles defenderam a proposta apresentada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), aprovada na Câmara em maio.

No Senado, esse projeto de lei tramita sob a forma do PLC 30/11, tendo sido aprovado recentemente, com modificações, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O texto ainda tem de passar por mais três comissões da Casa antes de ser votado no Plenário - o que, de acordo com o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), pode acontecer até 10 de novembro.

Especificidades regionais

Durante a audiência desta quinta-feira, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) afirmou que o novo Código Florestal não pode ser uma lei que dê tratamento uniforme para todo o país, devido à diversidade e às especificidades regionais. Ao propor um tratamento diferenciado para a Amazônia, ele lembrou que a região abrange cerca de 60% do território nacional e não é constituída por um único ecossistema. Opinião semelhante foi manifestada por Acir Gurgacz.

O deputado estadual do Acre José Luis Shafer (PDT), também presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), é um dos que defendem tanto a aprovação do novo Código Florestal como a existência de legislações estaduais sobre o tema. O mesmo raciocínio foi apresentado pelo deputado estadual de Roraima Mecias de Jesus (PR), presidente do Parlamento Amazônico. Ele disse que a Amazônia tem de ser tratada de forma diferenciada, e observou que "muita gente legisla sobre a Amazônia sem conhecê-la".

- Em Roraima, por exemplo, grande parte da cobertura vegetal não é de floresta amazônica, mas mesmo assim a legislação trata genericamente o tema. Por isso, ficamos impedidos de promover a cultura de cana-de-açúcar, dentre outras, em um ambiente em que não seria necessário desmatar uma árvore sequer - disse Mecias.

Também favorável à maior autonomia para os estados, o senador Jayme Campos (DEM-MT) criticou a atuação do governo federal e afirmou que, atualmente, não há segurança jurídica quanto ao assunto. Ele criticou ainda instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que, segundo ele, chega a cobrar multas de alto valor de agricultores que não teriam condições de pagá-las.

Contraponto

Em contraste com a maioria dos presentes, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que, de acordo com a Constituição, os estados não deveriam legislar sobre essas questões, "mesmo quando se trata de biomas específicos".

- E o Supremo Tribunal Federal tem decidido isso de forma reiterada - reforçou.

Ex-procurador da República, Pedro Taques argumentou que "o ideal é que o Código Florestal estabeleça normas gerais e, ao mesmo tempo, estabeleça normas gerais que atendam aos biomas diferenciados".

Autor: Agência Senado