quarta-feira, 22 de junho de 2011

Governador de Roraima recebe presidente do Basa para discutir financiamento da produção

O financiamento à produção de Roraima foi o foco da reunião entre o governador José de Anchieta e o presidente do Banco da Amazônia (Basa), Abdias José de Sousa Júnior, na manhã desta quarta-feira, 22, no Palácio Senador Hélio Campos, a sede do governo estadual. O Basa tem disponíveis R$ 175 milhões para o estado.

O dirigente da empresa Union Gestão de Agronegócios, do Mato Grosso, Marlon Cristiano Buss, que representa um grupo de produtores de grãos de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, também participou do encontro com o presidente do Basa. Ele busca recursos para viabilizar um projeto-piloto de 10 mil hectares de soja em Roraima, que seria precursor na atração de novos investidores.

O empresário informou que começa, ainda este ano, a plantar feijão no estado. O plantio de soja e de outros grãos vem em seguida, agora em 2011 e no ano seguinte. Os produtores procuram terras e estão otimistas com o mercado.

O presidente do Basa, Abdias de Sousa Júnior, anunciou que o Banco está em Roraima para ajudar a promover o desenvolvimento. Informou que não existe restrição ao crédito e que os produtores precisam apresentar projetos que adequados à legislação, que devem evidenciar a qualificação financeira, oferecer garantias reais, ter licenças ambientais, recursos próprios de cerca de 20% e cadastro dos proponentes.

Abdias de Sousa Júnior estabeleceu o prazo de dez a doze dias para o superintendente regional do Basa, Antônio Carlos Benetti, presente à reunião desta manhã, dar uma resposta ao produtor Marlon Buss sobre o pedido de recursos ao Banco. O empresário fez uma consulta sobre o que precisa fazer para viabilizar o financiamento do plantio de soja. O grupo que ele representa quer plantar milhares de hectares de soja no estado.

Marlon Buss está procurando terras. De início, quer os 10 mil hectares para o projeto-piloto. O grupo que ele representa planta mais de 1,5 milhão de hectares no Mato Grosso. Em Roraima, plantaria na entressafra dos demais estados brasileiros e teria a garantia de exportação para o mercado consumidor da Venezuela, que já tem a aprovação do presidente Hugo Chávez, e para o restante do Brasil, através do porto de Itacoatiara.

Os empresários matogrossenses começam no próximo semestre a produzir feijão em Roraima. Estão de olho, também, na produção de milho, cuja saca é vendida, hoje, a R$ 40,00. O preço é atrativo, mas Marlon Buss acha que numa produção em escala esse preço cairia para cerca de R$ 20,00, ainda muito vantajoso para o produtor. Soja, milho, feijão e algodão são as culturas que despertam maior interesse.

A intenção dos produtores não está em apenas exportar grãos. Eles querem agregar valores e já falam na instalação de esmagadoras e fábrica de ração. Raciocinam investimentos a curto, médio e longo prazo e prevêem que Roraima será um grande produtor e exportador de grãos e de seus derivados. Em reunião com o presidente venezuelano Hugo Chávez, no mês de setembro, o governador José de Anchieta vai pedir do governo do país vizinho que apresente a pauta do que deseja comprar do estado.

O Basa está disposto a se envolver no processo de desenvolvimento econômico do estado, segundo o presidente Abdias de Sousa Júnior, que fala em enviar missões a Roraima, em dar orientação e em receber empresários dispostos a fazer investimentos por aqui.

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