terça-feira, 30 de agosto de 2011

Saída de mudas de Roraima é proibida

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou Instrução Normativa restringindo a saída de mudas e de demais materiais de propagação, exceto sementes e material in vitro, de qualquer espécie vegetal de Roraima para outros estados.

A medida é para prevenir a disseminação da praga cochonilha rosada do hibisco, de grande potencial nocivo, detectada por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em mudas de Papoula (Hibisco) nos municípios de Normandia, Bonfim e Pacaraima. Até agora não havia registros da praga no Brasil.

Trata-se de uma praga quarentenária que provavelmente entrou pela Venezuela ou Guiana, países onde estava presente há mais tempo. A cochonilha rosada tem uma importância social e econômica muito grande, pois ataca centenas de gêneros diferentes de plantas e não é específica.

A norma publicada prevê que os frutos de abacate, amora, banana, cacau, café, caqui, mamão, maracujá, pimentas e pimentões, quiabo, uva, bem como qualquer fruto das plantas do gênero Spondias spp. (cajá, umbú, ciriguela etc) ou plantas da família das anonáceas (graviola, fruta-do-conde etc), das cucurbitáceas (abóbora, pepino, melancia, etc.) e das mirtáceas (pitanga, goiaba, jabuticaba etc.) provenientes do Estado somente poderão transitar para outros estados após inspeção de partida e emissão da Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV).

As partidas de alface, beterraba, espigas de milho com palha, flores de corte e vagens de espécies da família das fabáceas (feijão, ervilha, etc) estão sujeitas às mesmas exigências. A PTV deverá confirmar que a carga foi inspecionada e não foi encontrada a presença da praga.

Conforme a diretora da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr) Rosirayna Remor, o procedimento de emissão do PTV para transporte das mudas já é rotina do órgão. A única coisa que muda com a Instrução Normativa é o aumento da restrição fitossanitária de frutos que saem do Estado. A lista de culturas que necessitam passar pelo trâmite agora é maior.

A Aderr foi notificada ontem à tarde sobre as novas determinações que deverão ser adotadas. As unidades de fiscalização do órgão estadual de defesa já foram informadas dos trâmites e da necessidade de cobrar o PTV para que a carga possa transpor as barreiras do Estado. A praga é de fácil identificação, por ser visível a olho nu, e não tem nenhuma restrição alimentar.

Ainda de acordo com o engenheiro agrônomo Estevam Costa, coordenador de Defesa Vegetal da Aderr, e a diretora de Defesa Vegetal do órgão, Marta Mota, a detecção da praga não afetará o Estado economicamente, visto que o fruto é exportado e não a muda. “O que vai haver agora é um controle maior dos viveiros que produzem mudas que são comercializadas”, destacaram.

Os produtores que transportam mudas para outros estados, mesmo que seja apenas uma, deverão procurar com antecedência a Aderr para que seja procedida a inspeção e posterior liberação da carga com o PTV. Mais informações poderão ser obtidas na sede da Aderr, na rua Coronel Mota,1141, Centro ou ainda pelo telefone 9112-4993.

A medida do ministério tem caráter emergencial e temporário para garantir a segurança no trânsito de vegetais e suas partes, até que informações mais atualizadas da pesquisa permitam o estabelecimento de um sistema confiável de certificação de produtos. A determinação foi publicada do Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira passada, 25, por meio da Instrução Normativa nº 30.


Cochonilha rosada do hibisco ataca mais de 200 espécies de plantas


Conforme o Mapa, a cochonilha rosada (Maconellicoccus hirsutus) é uma praga extremamente nociva que ataca pelo menos 74 famílias e mais de 200 espécies de plantas, muitas delas de importância para o Brasil, incluindo: cítricos, cacau, chili doce, pepino, mamão, batata-doce, figo, café, uva, legumes, ervas, hibisco e palmeiras ornamentais. Ela suga a seiva e injeta substâncias tóxicas na planta, debilitando as culturas e comprometendo a produtividade dos vegetais.

A cochonilha é facilmente disseminada pelo vento, pela chuva, por meio de pássaros, formigas, roupas e veículos. O trânsito de plantas e suas partes de espécies consideradas hospedeiras (incluindo frutos frescos e o material de plantio) pelo país, ou mesmo de uma propriedade agrícola para outra podem espalhar a cochonilha.

A praga já está estabelecida na África Central e Norte, Índia, Paquistão, Norte da Austrália e Sudeste da Ásia. Em 1995, a cochonilha rosada chegou a áreas tropicais no Hemisfério Oeste. Dentro do continente sul-americano ela já havia sido detectada na Guiana Inglesa, Guiana Francesa, Venezuela, Suriname e Colômbia. (V.L.)

Aderr abre seletivo para técnico e engenheiro agrônomo

A Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima) está com Processo Seletivo aberto para contratação temporária 15 engenheiros agrônomos e 15 técnicos em Agropecuária.

A lotação será para ações de Defesa Agropecuária nas Barreiras Zoofitosanitárias e para os municípios de Bonfim, Normandia, Pacaraima, Rorainópolis, São Luiz do Ananuá, São João da Baliza e Uiramutã.

Para o município de Rorainópolis são ofertadas 1 vaga para Agrônomo e 1 vaga para Técnico em Agropecuária.

As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas na sede da Aderr, localizada na rua Coronel Mota, número 1.142, no Centro, até sexta-feira, dia 02 de
setembro, no horário de 8h às 16 horas.

O edital pode ser acessado no site da Agência www.aderr.rr.gov.br ou verificado no Diário Oficial do Estado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Controle da mela do feijão caupi são estudos na Embrapa - RR

A mela, causada pelo fungo Thanatephorus cucumeris (anamorfo Rhizoctonia solani), é uma das principais doenças do feijão caupi na região norte. Pensando nisso, pesquisadores da Embrapa Roraima (Boa Vista, RR) iniciaram um projeto para definir o tipo e a concentração de inóculo de R. solani, os estádios do feijão caupi suscetíveis e o período de molhamento foliar mínimo para o desenvolvimento de máxima severidade da mela em casa-de-vegetação, além de indicar cultivares resistentes em ensaios realizados em condições de campo.

Conforme Kátia Nechet, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), e também da equipe, o projeto tem duração de 5 anos e já obteve alguns resultados, como o protocolo de inoculação de R. solani em condições controladas que permite obter severidade alta da mela em feijão caupi. “O uso desse protocolo é um requisito importante para padronização e confiabilidade da seleção de materiais resistentes à doença”, explica a pesquisadora.

Outro fator importante foi a recomendação das cultivares de porte prostrado, BRS-Amapá, BR03-Tracuateua, BR17-Gurguéia, BR14-Mulato e Canapuzinho, e as de porte ereto, BRS-Mazagão, Pitiúba e BR03-Bragança, para áreas com histórico de incidência da doença. Como resultado complementar desse estudo estabeleceu-se a relação de tipo de arquitetura da planta com a resistência à doença. O mecanismo de defesa das plantas de porte prostrado deve ser investigado, buscando-se a identificação de genes de resistência à mela que possam ser transferidos para plantas de porte ereto.

Kátia esclarece que o patógeno apresenta grande diversidade de sobrevivência por longo período por meio de estruturas de resistência (escleródios), alta capacidade de saprofitismo e ampla gama de hospedeiros, cultiváveis ou não, fazendo com que a mela seja uma doença de difícil controle.

Além disso, explica a pesquisadora, não há fungicidas registrados para a cultura do feijão caupi, o que torna o uso de cultivares resistentes e a rotação de cultura os métodos de controle mais viáveis.

Para a seleção de genótipos de feijão caupi resistentes à mela, os experimentos devem ser conduzidos em condições favoráveis ao desenvolvimento da doença. A seleção de genótipos de feijão caupi não é eficaz quando experimentos são conduzidos em campo, pois depende do potencial de inóculo do patógeno na área e da frequência de chuvas.

Assim, é necessário definir um protocolo de inoculação, em condições controladas, para desenvolvimento e obtenção de alta severidade da doença, padronizando as condições para a pré-seleção de genótipos de feijão-caupi.

Em áreas de plantio de feijão caupi favoráveis ao desenvolvimento da mela, será possível optar pelo uso de cultivares resistentes, diminuindo assim os riscos de perda e o custo de produção. Esta estratégia de controle é mais econômica e segura, pois está associada a eliminação do uso de fungicidas não registrados para a cultura.

Foto: Kátia Nechet/Embrapa Meio Ambiente


Cristina Tordin
Embrapa Meio Ambiente
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Presidente da CNA pede ao Incra a ampliação do prazo para georreferenciamento de imóveis rurais com menos de 500 hectares

A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, solicitou ao presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Celso Lisboa de Lacerda, a ampliação do prazo para início do processo de identificação georreferenciada de imóveis rurais com menos de 500 hectares. A identificação de todas as propriedades a partir de memorial descritivo é exigência da Lei 10.267, de agosto de 2001, regulamentada por dois decretos, no caso de transação ou de mudança de titularidade dos imóveis rurais. “Dez anos após a edição da lei, os esforços governamentais não foram suficientes para atender à demanda por georreferenciamento. De cada cem processos protocolados junto ao INCRA, apenas 1/3 foi concluído até agora”, afirmou.

Atualmente, caso ocorra transação ou mudança de titularidade dos imóveis rurais - venda, sucessão, doação, desmembramento ou remembramento, o georreferenciamento é exigido para propriedades rurais com mais de 500 hectares. A partir de 21 de novembro de 2011, a exigência também valerá para imóveis rurais menores, nos casos citados acima. Os prazos foram regulamentados pelo Decreto 5.570/2005. A obrigatoriedade de georreferenciamento de imóveis rurais com menos de 500 hectares vai agravar a situação atual, pois, na avaliação da CNA, o processo de certificação já não é capaz de atender à plenitude da demanda. “No Estado do Tocantins, de um total de quatro mil processos protocolados, apenas 1.340 estão devidamente certificados; no Estado do Mato Grosso, existem aproximadamente nove mil processos, em que pouco mais de dois mil foram certificados; e no Estado do Mato Grosso do Sul, foram certificados seis mil imóveis rurais, mas existem outros sete mil processos protocolados e pendentes de análise”, ressaltou a presidente da CNA.

A senadora Kátia Abreu lembrou que algumas iniciativas adotadas pelo Governo federal não garantiram aos produtores rurais rapidez necessária ao processo de certificação das propriedades rurais. Entre as iniciativas, a presidente da CNA citou a definição, em 2010, de uma nova metodologia de análise dos processos de Certificação de Imóveis Rural. Lembrou, também, da garantia de isenção de custos financeiros aos proprietários de imóveis rurais cuja somatória da área não exceda a quatro módulos fiscais. “Existem outras dificuldades para os produtores rurais possuidores de imóveis abaixo de 500 hectares, além dos obstáculos econômicos-financeiros”, afirmou.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais durante o processo de regularização, a presidente da CNA citou avanços que podem ser obtidos com a identificação georreferenciada dos imóveis rurais: consolidação de todos os domínios legais existentes, desenvolvimento de ações de regularização fundiária, identificação precisa de todas as terras devolutas federais e estaduais, eliminação dos focos de grilagem de terras no País e fraudes decorrentes e maior estabilidade jurídica.


Fonte: Assessoria de Comunicação CNA
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Surge nova rede social para profissionais do agronegócio

Mais de mil e duzentas pessoas, entre médicos veterinários, zootecnistas, agrônomos, produtores, criadores e estudantes estão conectados em uma nova rede social voltada somente aos profissionais do agronegócio. É o Conectagro (www.conectagro.com.br), lançado peloReHAgro – uma empresa voltada ao conhecimento e capacitação de pessoas no meio rural.

“O profissional do agronegócio precisa conectar-se ao conhecimento, às inovações e a troca de experiência profissional. E, sendo os brasileiros os internautas que mais participam das redes sociais, também no agronegócio esta é uma grande ferramenta para criar uma rede de profissionais deste segmento, mantendo-os conectados à informações, e outros profissionais”, explica André Bruzzi, Gerente Nacional de Negócios do ReHAgro.

E a previsão se confirmou: em menos de um mês o Conectagro atingiu a marca de mil usuários. Além de divulgar o perfil profissional, ampliando a rede de contatos e gerando oportunidades de negócio, a rede Conectagro propõe um conteúdo colaborativo através da seção ‘Perguntas & Respostas’, onde os profissionais trocam experiências. “Este recurso é um importante difusor de informação e conhecimento e possibilita que dúvidas sejam colocadas e principalmente respondidas, socializando-se o conhecimento no agronegócio”, comenta Bruzzi, acrescentando que os profissionais mais colaborativos acumulam pontos na rede.

No Conectagro também há espaço para compartilhar fotos, vídeos, calendário de eventos, cursos e para criação de grupos segmentados, como os já formados reunindo confinadores, agricultores, criadores de raças de corte, leite ou interessados em assuntos específicos como reprodução, citrus, orgânicos, aquicultura, logística ou gestão de pessoas. Já existe inclusive uma comunidade específica sobre `Mulheres no Agronegócio´.

“A adesão do mercado ao Conectagro foi um sucesso e esperamos até o final deste ano mais de 3.500 profissionais estejam conectados e que esta rede seja uma importante ferramenta de conhecimento e de crescimento para o agronegócio brasileiro”, conclui.


Andrea Russo
Russo Jornalismo Empresarial
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dia de Campo mostra potencial da soja no lavrado roraimense


O Desenvolvimento do Plantio de Soja e de Milho no Lavrado roraimense será tema de um Dia de Campo que será promovido pelo Governo de Roraima por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O evento será neste sábado, dia 27, a partir das 9 horas, na Fazenda Água Boa, localizada no KM 35 da RR-205, estrada de Alto Alegre.

O dia contará com a participação de estudantes dos cursos de agronomia e agronegócios das universidades publicas e privadas de Roraima, produtores de grãos, técnicos e agrônomos da Seapa, além de representes de instituições ligadas ao setor agrícola e ambiental do Estado.

A meta é mostrar ao publico participante uma fazenda referência em alta tecnologia e alta produtividade no lavrado de Roraima. A fazenda Água Boa é referência em Roraima na produção de milho e soja. Na propriedade, o agricultor Afrânio Webber consorcia o plantio de 1.400 hectares de soja, 520 hectares de milho e 80 hectares de milheto.

A fazenda utiliza tecnologia de ponta e registra uma produção altamente lucrativa. Na soja o produtor chega a colher aproximadamente 60 toneladas por hectare. “Chegamos a um boa produtividade devido ao investimento em tecnologia e a correta preparação do solo. O estado de Roraima é viável e podemos aumentar a produção de grãos com o esforço coletivo de todos”, destacou.

PALESTRAS E EXPOSIÇÃO - Durante o Dia de Campo haverá ainda a realização de palestras com o tema Incentivos e Perspectivas da Agricultura. Dentro disso, o Grupo Union abordará a comercialização agrícola e o Banco do Brasil e Basa falarão sobre financiamento de lavoura. Haverá ainda exposição de equipamentos e veículos agrícolas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Site viabiliza identificação de pragas

A cada safra, os profissionais envolvidos nas produções agrícolas enfrentam grandes desafios para identificação e controle de pragas, plantas daninhas e doenças. Movido pelo objetivo de auxiliá-los nessa tarefa, o agrônomo Henrique Moreira, especialista no assunto, criou o site Pragas Agrícolas (www.pragasagricolas.com.br), maior portal brasileiro sobre pragas, que reúne informações específicas sobre insetos, plantas daninhas e doenças de praticamente todas as lavouras cultivadas no Brasil, além de fornecer informações sobre como combatê-las.

O portal tem tudo para se tornar fonte de referência entre os agricultores – a exemplo da coletânea de manuais de identificação impressos já lançados por Moreira. A vantagem, com o site, é a busca facilitada e as orientações de manejo. Antenado com as últimas tendências, o portal é formato também para ser acessado por celular e tablets.

“O Pragas Agrícolas é fruto de anos de trabalho e pesquisa. A ideia é que faculdades e cursos técnicos possam utilizá-lo como ferramenta de estudo. No futuro, queremos abrir espaço para que os visitantes possam postar imagens e informações também, gerando um grande fórum de informações na rede”, afirma Moreira.

Para o professor doutor da ESALQ, José Otávio Machado Mentem, “o portal é muito prático, ilustrado e fácil de ser utilizado. Uma ferramenta muito útil, pois a identificação correta da praga é fundamental para definir as medidas de manejo/controle”. Mentem acrescenta ainda que “o portal é de extrema importância para professores, já que poderá ser utilizado para ilustrar diversas aulas, para os estudantes de Ciências Agrárias, pois colocará à disposição informações essenciais ao aprimoramento dos conteúdos estudados em sala de aula, e também para os profissionais de campo, que fazem assistência técnica e extensão rural”.

Outro profissional que testou e aprovou a ferramenta foi José Annes Marinho, gerente de educação da ANDEF. “A iniciativa vem ao encontro das novas tendências na agricultura. A agilidade na troca de conhecimentos será de grande valor estratégico na busca da maior por maior eficiência técnica para recomendação adequada para cada alvo e cultura. Todo este processo busca utilizar e implantar as boas práticas, que resultam em uma agricultura forte e sustentável. O site é excelente”, resume.

Para conhecer o portal, acesse: www.pragasagricolas.com.br.

Foto: Divulgação


Emília Zampieri
Alfapress Comunicações
(19) 2136-3504
emilia.zampieri@alfapress.com.br

Livro facilita identificação de insetos de importância econômica


Na sexta-feira (19), a partir das 17h, na sede da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais acontece o lançamento do livro “Insetos de importância econômica: guia ilustrado para a identificação de famílias”.

A obra disponibiliza informações completas e atuais para auxiliar estudantes, pesquisadores e demais interessados na área de Entomologia a identificar de maneira precisa os insetos de importância econômica.

Escrito pelos professores Luiz Carlos Forti e Edson Luiz Lopes Baldin, da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, Maria Christina de Almeida, da Universidade Federal do Paraná e Ricardo Toshio Fujihara, doutorando em Zoologia pelo Instituto de Biociências da Unesp, o livro utiliza macrofotografias em alta resolução, chaves ilustradas e esquemas que facilitam o processo de identificação e complementam o estudo da Entomologia Geral.

A grande biodiversidade, a escassez de informação disponível e mesmo o tamanho reduzido dos insetos, tornam lento e trabalhoso o processo de identificação dos insetos de importância econômica.

A idéia da elaboração de um livro que reduzisse as dificuldades mencionadas surgiu a partir da dissertação de mestrado de Fujihara, em que ele desenvolveu um sistema, em mídia digital, para a reprodução das chaves dicotômicas em formato HTML, com baixo custo e utilizando imagens de ótima qualidade.

Convertida em publicação, essa forma mais prática e didática de disponibilizar a informação é o grande diferencial da obra. Nos três primeiros capítulos são abordados conhecimentos gerais sobre morfologia, reprodução e desenvolvimentos dos insetos. O capítulo 4 contempla a “Chave para ordens da Classe Insecta”.

A partir do quinto capítulo até seu final, o livro traz descrições das principais ordens e famílias de insetos de importância econômica que ocorrem no Brasil, com chaves para sua identificação. Até mesmo algumas famílias que não apresentam interesse econômico, mas são de ocorrência comum nas coleções entomológicas, estão no livro para, através da comparação, auxiliar o processo de identificação dos insetos.

Para Fujihara, por suas características, a publicação pode tornar-se uma importante contribuição ao estudo da Entomologia no país. “Suas imagens de alta resolução são pioneiras nesse tipo de publicação e poderão reduzir o tempo da identificação e facilitar o aprendizado sobre as principais famílias de insetos de importância econômica que ocorrem no Brasil”.

A obra apresenta também um glossário, que facilita a compreensão e o entendimento da terminologia utilizada.

Para adquirir

“Insetos de importância econômica: guia ilustrado para a identificação de famílias” pode ser adquirido diretamente na sede da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu, ou através do e-mail eventos@fepaf.org.br.

O preço é R$80,00 para estudantes de graduação e pós-graduação e R$100,00 para profissionais e demais interessados.

Foto: Divulgação


Fonte: Assessoria de imprensa
Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp - câmpus de Botucatu/SP
(14) 3882-6300
imprensa@fca.unesp.br

Monsanto lança programa de estágio para 2012

Estão abertas as inscrições, até 26 de setembro, do Programa de Estágio Corporativo Monsanto 2012. A Monsanto busca estudantes com formatura prevista entre dezembro de 2012 e dezembro de 2014 para vagas nas unidades de São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Campinas (SP), Uberlândia (MG) e Santa Helena de Goiás (GO).

A empresa busca universitários que cursem Administração de Empresas, Administração de Empresas com ênfase em Marketing, Agronomia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Biologia, Biotecnologia, Ciências e Tecnologia, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Comunicação Social com ênfase em Marketing, Engenharia (todas as modalidades), Marketing, Psicologia, Química, Química Industrial, Relações Internacionais, Sistema de Informação e Tecnologia da Informação. São desejáveis conhecimento em língua inglesa e Pacote Office.

As inscrições podem ser feitas em www.ciadetalentos.com.br/monsantoestagio


Everton Vasconcelos
CDI Comunicação Corporativa
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everton@cdicom.com.br

Zoneamento orienta o plantio de algodão

O Mapa publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (18), as condições mais favoráveis para o plantio de algodão herbáceo em onze estados e no Distrito Federal. O zoneamento agrícola, com a lista dos municípios que estão aptos e os períodos mais adequados para a semeadura, foi publicado nas portarias de 329 a 340.

O estudo de risco climático indica o melhor período para plantar determinada cultura em cada município do país, segundo a análise histórica do comportamento do clima. No caso do algodão, os estados de São Paulo, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, Paraná e o Distrito Federal apresentam as melhores condições para o cultivo do grão.

As temperaturas ideais para o desenvolvimento do algodoeiro são sempre superiores a 20ºC. Uma precipitação pluvial de 700 mm a 1300 mm favorece a produção. Tanto o déficit hídrico quanto o excesso de umidade podem comprometer o cultivo em determinadas fases do desenvolvimento do algodão.

Foto: Arquivo Grupo Cultivar


Débora Bazeggio
Mapa
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CNA confia que o novo ministro da agricultura implantará as políticas do setor que o Brasil precisa

“Estamos confiantes que o novo ministro da Agricultura fará um bom trabalho. Ele sempre defendeu a agropecuária do Rio Grande do Sul e agora fará o mesmo pelo Brasil”, disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Kátia Abreu, após a confirmação do deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) para a pasta da Agricultura. Segundo ela, a CNA dará todo o apoio necessário para que o ministro implante as políticas públicas que o setor precisa, “especialmente a nova política agrícola para o País, que estamos elaborando com o Governo desde 2008”.

Para a senadora Kátia Abreu, o novo ministro está ligado à agricultura pela vocação do seu Estado, o Rio Grande do Sul, um dos mais importantes pólos de produção do agronegócio brasileiro. Segundo ela, a sua afinidade com a Presidente Dilma Rousseff fortalece a posição de Mendes Ribeiro no comando da pasta.


Fonte: Assessoria de Comunicação CNA
(61) 2109-1411
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pesquisadores da Embrapa estudam sinais para combater inseto que ataca cupuaçu

Pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM) e da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) estão realizando projeto de pesquisa sobre sinais químicos emitidos por insetos com a finalidade de desenvolver alternativas de controle biológico para a broca do fruto do cupuaçuzeiro, uma praga que prejudica os plantios de cupuaçu na Amazônia.

O cupuaçu é um dos frutos amazônicos com boa aceitação no mercado, sendo usado para doces, sucos, sorvetes, licor, cupulate e cosméticos. É um fruto importante na região, cultivado principalmente por agricultores familiares. A broca do fruto do cupuaçuzeiro é um pequeno inseto (Conotrachelus sp.) cujas larvas furam o fruto, estragam a polpa e resultam em prejuízos crescentes até a perda total da produção. “A infestação da broca começa com 20% no primeiro ano, 60% no segundo ano e a partir do terceiro ano pode chegar a 100% do plantio”, informa a pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Ana Pamplona, que participa do estudo.

Para combater o problema, os pesquisadores buscam uma estratégia eficiente a partir do comportamento do inseto. Para isso, estão pesquisando os sinais químicos liberados pelo inseto e que servem de comunicação e interação entre eles, entre seu meio e com seus inimigos naturais. Esses sinais, também chamados de semioquímicos, são compostos voláteis liberados pelo inseto e carregados pelo vento. Um exemplo desses sinais são os feromônios, emitidos e captados no meio ambiente por indivíduos da mesma espécie e que influenciam seu comportamento sob diversas formas, para atração sexual ou para alertar e agregar outros semelhantes quando encontram alimento.

Os semioquímicos são encontrados naturalmente nos organismos vivos e vem sendo utilizados na agricultura para detectar e monitorar pragas agrícolas. “Essas técnicas não envolvem inseticidas ou outras substâncias que causem dano ao meio ambiente e às pessoas”, explica o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF), Miguel Borges. Já existem estratégias baseadas em feromônios sendo aplicadas para insetos que atacam outras culturas (dendê, maçã, goiaba, uva, cana entre outras).

Para a broca do fruto do cupuaçuzeiro, a proposta se baseia em identificar os compostos e a estrutura química presente nos sinais emitidos pelo inseto e fazer a síntese dessas moléculas para utilizá-la como feromônios sexuais em um substrato que serviria para atrair os insetos da broca, em armadilha no campo. Há ainda a estratégia de avaliar a resistência de plantas ao inseto. “Estamos monitorando um plantio infestado por broca e verificamos que algumas plantas não foram afetadas”, informa a pesquisadora Ana Pamplona. A partir dessa diferença, os pesquisadores vão comparar os compostos voláteis de plantas suscetíveis e de plantas aparentemente resistentes à broca, com a intenção de isolar substâncias que interferem no comportamento do inseto.

Por enquanto a broca do fruto do cupuaçuzeiro está concentrada mais na Amazônia Ocidental. “A broca é um problema sério principalmente em Rondônia e no Amazonas e tem desestimulado o produtor, porque perde o fruto”, afirma a pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Aparecida Claret, que pesquisa a cultura do cupuaçu e participa do projeto. A pesquisadora informa que existem aproximadamente 35 mil hectares plantados de cupuaçu nos principais estados produtores Rondônia, Amazonas, Acre e Pará. No Amazonas, são cerca de 12 mil hectares.

A pesquisadora Aparecida Claret explica que, atualmente para controle da broca do fruto, a Embrapa recomenda as boas práticas de manejo para quebrar o ciclo do inseto nas áreas de plantio. Essas boas práticas consistem em verificar durante a safra se existem frutos brocados no plantio e retirá-los diariamente, para enterrá-los a mais de 70 cm ou queimá-los fora do plantio. Quando os frutos ficam abandonados no chão, há proliferação da praga, pois as larvas se instalam no solo e se terá mais insetos adultos. Além disso, para evitar a proliferação não se deve levar frutos de uma área com infestação da broca para outra que não a tenha.

“Devido a característica comportamental do inseto, quando o produtor percebe a praga, o dano já foi causado. E depois que está muito infestado fica difícil controlar”, informa o pesquisador Miguel Borges, acrescentando que por isso há esse esforço de novas pesquisas em busca de um controle eficiente através do monitoramento da broca para integrar essa nova ferramenta ao manejo integrado de pragas. O mesmo inseto da broca do fruto também causa problemas aos plantios de cacau. Há preocupação entre os pesquisadores do risco da broca se expandir para outros estados do norte e chegar também aos plantios de cacau no nordeste brasileiro.

As ações fazem parte do projeto Rede Nacional de Ecologia Química para estudos da agrobiodiversidade brasileira visando à obtenção de uma agricultura sustentável, liderado pelo pesquisador Miguel Borges. Esse projeto iniciou este ano e tem entre seus objetivos explorar recursos naturais, como os semioquímicos de insetos para desenvolver métodos mais limpos e inteligentes para controle de pragas em diversas culturas, incluindo cupuaçuzeiro. Conta com recursos do Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CNPq), através do edital Repensa, voltado para a sustentabilidade agropecuária.

Foto: Ana Pamplona/Embrapa Amazônia Ocidental


Síglia Regina
Embrapa Amazônia Ocidental
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Zoneamento agrícola orienta o plantio de soja

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou, nesta sexta-feira (29), estudo de risco climático para o plantio de soja em 15 estados brasileiros e no Distrito Federal. Os melhores períodos para semeadura, as variedades mais indicadas e a lista de municípios que poderão produzir o grão foram listados nas Portarias 265 a 280 publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com o zoneamento, a precipitação pluvial, a temperatura do ar e o período de luz útil a que a plantação é submetida têm grande influência no desenvolvimento da cultura. O grão cresce bem em temperaturas ambientes de 20ºC a 30ºC. A disponibilidade de água é importante, principalmente, em dois períodos de desenvolvimento da cultura: na germinação e na floração.

O zoneamento agrícola indica o melhor período para plantar a oleaginosa em cada município do país, segundo a análise histórica do comportamento do clima. O objetivo é orientar os agricultores sobre os riscos de adversidades climáticas coincidentes com as fases mais sensíveis das culturas.

Foto: Arquivo Grupo Cultivar


Débora Bazeggio
Mapa
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